Correio Divinopolitano

Moraes revoga medidas cautelares do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e do sargento responsável pela escolta

Moraes revoga medidas cautelares do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e do sargento responsável pela escolta

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes revogou, nesta sexta-feira (24/7), as medidas cautelares impostas ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), pré-candidato ao Senado, no âmbito de uma investigação que apura lavagem de dinheiro ligada ao setor de combustíveis. Com a decisão, Canella deixa de usar tornozeleira eletrônica, assim como fica desobrigado do recolhimento domiciliar noturno e dos recolhimentos nos fins de semana. Moraes também revogou as medidas aplicadas ao sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, responsável pela escolta do ex-prefeito. Além disso, as obrigações de comparecimento periódico à Justiça e de entrega de passaportes foram suspensas.

Contexto da decisão

A ação investigativa investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para ocultar recursos de origem criminosa. As informações públicas apontam que a investigação mira operações financeiras complexas que, segundo as autoridades, teriam como objetivo dissimular a origem ilícita de recursos vinculados ao setor em questão.

No dia 7 de julho, Canella foi preso em flagrante por posse ilegal de arma. Durante mandados de busca e apreensão na Procurada Operação Unha e Carne, foi encontrado um fuzil dentro do veículo do ex-prefeito. Em resposta, Moraes decidiu pela revogação das medidas cautelares, ao entender que a arma não pertencia ao político. Em manifestação encaminhada ao STF, a Polícia Militar do Rio informou que o armamento pertence a um policial responsável pela escolta do ex-prefeito.

O ministro ressaltou que, no que diz respeito à regularidade da posse das armas apreendidas, não há elementos que indiquem a prática do porte ilegal de arma de fogo, destacando que os artefatos bélicos parecem estar registrados de forma regular e sob a guarda de policiais militares identificados pela corporação.

Desdobramentos das buscas e outros alvos

Durante as diligências na residência do ex-prefeito, foram apreendidas outras armas, munições e relógios de luxo. A investigação também teve como alvo o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Polícia Federal informou que realizou buscas contra Canella e Amim, no estado do Rio de Janeiro.

Origem da operação e alcance das buscas

A Operação Unha e Carne teve origem em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf, que identificou movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos envolvendo a rede de postos investigada. Ao todo, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em 19 endereços localizados na capital e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

A decisão de Moraes enfatizou a regularidade da posse das armas apreendidas e a situação funcional dos investigados, sinalizando que não havia elementos suficientes para imputar porte ilegal de arma de fogo ao ex-prefeito. A conclusão reforça que as apurações continuam em curso, com o inquérito buscando esclarecer as demais irregularidades apontadas pelo conjunto de informações disponíveis.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *