O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira (4/11) com alta de 1,23%, aos 167.563,47 pontos. O desempenho ocorreu em uma sessão marcada por dois acontecimentos acompanhados de perto pelos investidores: a repercussão das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros brasileira.
O principal índice da B3 avançou em relação ao resultado registrado na terça-feira, último dia de negociações. A valorização refletiu um ambiente de mercado influenciado por fatores políticos e econômicos tanto no exterior quanto no Brasil. Ao longo do dia, os investidores avaliaram as possíveis consequências do resultado eleitoral norte-americano e aguardaram a definição do Banco Central para a Selic.
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos ocorreram um dia antes do pregão desta quarta-feira. Conforme as informações consideradas pelo mercado, o Partido Democrata passou a controlar a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes. A nova composição do Congresso tende a dificultar a condução do governo de Donald Trump nos próximos anos, já que o Legislativo se tornou um elemento relevante para a implementação das decisões políticas da administração.
O resultado das urnas nos Estados Unidos esteve entre os principais fatores externos observados pelos agentes financeiros. A possibilidade de maior resistência no Congresso norte-americano passou a ser incorporada às avaliações sobre o cenário político do país e sobre os próximos passos do governo. Esse contexto contribuiu para orientar os negócios nos mercados internacionais e também esteve presente na formação dos preços dos ativos negociados no Brasil.
Copom mantém Selic em 13,75% ao ano
No cenário doméstico, o destaque ficou por conta da reunião do Copom, realizada nesta quarta-feira. O colegiado decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano, preservando o nível da taxa básica de juros da economia brasileira.
A Selic funciona como uma das principais referências para o custo do crédito no país. A taxa também influencia as decisões de investimento e participa da definição das condições financeiras da economia. Por isso, a decisão do Banco Central foi acompanhada atentamente durante o pregão e permaneceu entre os principais elementos considerados pelos investidores na avaliação dos ativos brasileiros.
A manutenção dos juros ocorreu em uma sessão na qual o mercado também monitorou os acontecimentos políticos no Brasil e no exterior. A definição do Copom foi analisada em conjunto com o resultado das eleições norte-americanas, compondo o quadro de informações utilizado para orientar as negociações na Bolsa e no mercado cambial.
Dólar recua e petróleo registra queda expressiva
O dólar terminou o dia cotado a R$ 5,45, com baixa de 0,64% em relação ao fechamento da sessão anterior. A moeda norte-americana acompanhou o movimento de uma jornada em que os investidores repercutiram simultaneamente a nova configuração política dos Estados Unidos e a decisão brasileira sobre a Selic.
O petróleo também apresentou desvalorização significativa. Às 17h53, o barril era negociado a US$ 95,24, queda de 8,07%. O comportamento da commodity foi outro ponto observado pelos mercados durante o dia, que terminou com valorização do Ibovespa e recuo do dólar.
Ao final do pregão, a Bolsa brasileira acumulou avanço diário de 1,23%, enquanto o dólar caiu 0,64% e o petróleo registrou baixa superior a 8%. Os resultados foram registrados no mesmo dia em que o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano e após a divulgação dos efeitos políticos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.


