A coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o Brasil não aceitará interferência estrangeira no processo eleitoral realizado de forma democrática. Em nota divulgada nesta quinta-feira (29/10), as legendas declararam que o candidato derrotado nas urnas, Flávio Bolsonaro (PL), deixou o país para não enfrentar a Justiça brasileira.
O documento é assinado por PT, PC do B, PV, PDT, PSB, PSOL e REDE. Na avaliação da coligação, a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e sua ida aos Estados Unidos representam uma tentativa de buscar apoio externo para contestar o resultado das eleições.
“Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições”, afirmou a coligação na nota. O texto faz referência ao presidente norte-americano, Donald Trump, e à sua atuação relacionada ao processo eleitoral brasileiro.
Na quarta-feira (28/10), foi confirmada a ida do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos. No país, ele divulgou uma carta na qual se autodeclarou presidente do Brasil. Pouco depois, corrigiu o conteúdo e passou a se apresentar como líder da oposição.
Também na quarta-feira, Trump afirmou que não pretende se envolver na situação que se desenvolve no Brasil. “Não vou fazer comentários sobre isso”, declarou o presidente norte-americano. Na sequência, acrescentou: “Não vou me envolver, mas foi uma eleição muito estranha, com certeza”.
A coligação de Lula também rejeitou a contestação do resultado eleitoral. De acordo com a nota, a tentativa de questionar a vitória não se sustenta porque o próprio PL teria solicitado a extensão do horário de votação, das 17 horas para as 19 horas, sob a justificativa de restrições no transporte público e da ocorrência de chuvas fortes.
O documento afirma ainda que a vitória de Lula foi reconhecida pelas instituições e pelos diferentes atores envolvidos no processo eleitoral. Segundo a coligação, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos os partidos políticos, inclusive o PL, e observadores internacionais independentes atestaram a legalidade das eleições.
“A soberania popular se manifestou através do voto livre e universal, após dois turnos, com a eleição incontestável dos representantes do povo para Câmara dos Deputados, Senado Federal, Assembleias Legislativas e Distrital, além dos Governadores e Presidente da República”, declarou a coligação.
Ao divulgar a nota, os partidos reforçaram a defesa do resultado das urnas e classificaram como ilegítima qualquer tentativa de interferência estrangeira no processo democrático brasileiro. A manifestação também vinculou a contestação eleitoral à saída de Flávio Bolsonaro do país e à busca de apoio junto ao governo dos Estados Unidos.


