Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro, pelo instituto Quaest revela uma melhora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribuída ao anúncio de um amplo pacote de benefícios nos últimos dias. Segundo o levantamento, a aprovação do mandatário atingiu 46%, o maior patamar desde 14 de agosto, enquanto a rejeição caiu para 47%, indicando uma recuperação na percepção popular.
De acordo com o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, a mudança na popularidade de Lula foi impulsionada pelo que ele chamou de “bala de prata” do governo nesse período: o pacote de benesses. Nunes destacou que, após o anúncio dessas medidas, a aprovação do presidente alcançou o seu melhor nível desde meados de agosto, marcando uma inversão na tendência de queda que vinha sendo observada. Ele afirmou que o aumento na aprovação ocorreu justamente após o governo implementar ações que visaram melhorar a percepção pública, o que, segundo ele, foi decisivo durante a campanha eleitoral.
A pesquisa também traz dados relevantes sobre o cenário político próximo ao segundo turno das eleições presidenciais. Entre os candidatos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresenta uma rejeição de 52% entre o eleitorado, enquanto Lula registra uma rejeição de 47%. Esses números indicam uma oscilação de pontos percentuais para baixo em relação ao levantamento anterior, com Flávio Bolsonaro apresentando uma rejeição superior à do presidente Lula, que caiu seis pontos na avaliação negativa. Os resultados refletem, ainda, os efeitos de eventos recentes, como a aprovação do fim da escala 6 x 1 pelo Congresso Nacional, as sabatinas realizadas na TV Globo e o debate na TV Band, que influenciaram o cenário eleitoral.
No que diz respeito às intenções de voto, o levantamento aponta um empate técnico entre os dois principais candidatos ao segundo turno. Flávio Bolsonaro aparece com 45% das preferências, enquanto Lula registra 44%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números indicam que ambos os candidatos estão em um nível de disputa bastante equilibrado, sem uma vantagem clara de um sobre o outro.
A pesquisa foi encomendada pelo Grupo Globo e realizada entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 entrevistas presenciais em domicílios de pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil. O nível de confiança do levantamento é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é sob o número BR-08535/2026. Os resultados reforçam a importância do impacto das ações governamentais na percepção popular, especialmente em um período de alta polarização e acirramento do debate eleitoral.


