Uma professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG), Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, foi vítima de uma agressão violenta na capital goiana, na manhã de domingo (18/10). Ela foi atingida por uma garrafa de vidro quebrada enquanto caminhava nas proximidades do Parque Vaca Brava, localizado no Setor Bueno, e sofreu graves ferimentos que resultaram na fratura de todos os ossos do rosto, além de múltiplas outras lesões.
De acordo com informações divulgadas pelo filho da vítima, Thiago Caramaschi, Elizabeth precisará passar por uma cirurgia de reconstrução facial devido à gravidade dos ferimentos. A agressão ocorreu por volta das 9 horas da manhã, quando a professora caminhava na região, e foi registrada por câmeras de segurança próximas ao local. As imagens mostram Elizabeth percebendo a aproximação do agressor, tentando se proteger, mas ela acaba sendo perseguida e entra em um confronto físico com o suspeito, que a derruba ao chão e continua golpeando-a com a garrafa.
O agressor, identificado como Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar ainda no domingo. Na segunda-feira (19/10), após audiência de custódia, sua prisão foi convertida em preventiva, e ele passou a ser investigado por tentativa de feminicídio. Ainda não há informações que indiquem uma relação prévia entre a vítima e o suspeito, que, segundo relatos, teria se envolvido em uma briga com outro homem pouco antes de atacar Elizabeth.
Após o ataque, a professora foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo). Ela permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, com o quadro clínico considerado delicado. Elizabeth está intubada e em coma, aguardando a estabilização de seu quadro para que seja possível realizar a cirurgia de reconstrução facial, cuja previsão de realização ainda não foi definida.
A Polícia Civil de Goiás investiga as circunstâncias e as motivações do ataque, buscando compreender se há algum elemento adicional que possa esclarecer o episódio. Ainda segundo informações preliminares, o agressor teria se envolvido em uma discussão com outro homem antes de atacar a professora, o que pode indicar uma sequência de violência não relacionada diretamente com Elizabeth.
A Universidade Federal de Goiás manifestou solidariedade à professora aposentada e aos familiares, repudiando a violência e ressaltando a expectativa de que as providências legais sejam tomadas para responsabilizar o agressor. O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) também se posicionou, cobrando a responsabilização do suspeito e reforçando o apoio à vítima e sua família.


