No próximo domingo, dia 25 de outubro de 2026, coincidente com o segundo turno das eleições presidenciais, os eleitores de Chopinzinho e São João, no estado do Paraná, participarão de uma consulta popular inédita no país, por meio de plebiscito realizado em urnas eletrônicas. A votação irá definir se a Comunidade de Alto Mirim, atualmente pertencente ao município de Chopinzinho, será desmembrada e transferida para a jurisdição de São João. A iniciativa marca uma estreia no cenário eleitoral brasileiro, sendo a primeira vez que uma consulta desse tipo será conduzida por meio de votação em urna eletrônica, conforme informações do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
A consulta acontecerá logo após a votação para o cargo de presidente da República, permitindo que os eleitores respondam à pergunta: “Você é a favor da separação e transferência da Comunidade do Alto Mirim de Chopinzinho para São João?” Os participantes deverão selecionar uma das respostas por meio de números sorteados previamente, sendo o número 1 para “não” e o número 2 para “sim”. As regras do plebiscito foram formalizadas em uma resolução da Justiça Eleitoral, garantindo a validade do procedimento e a transparência do processo.
O resultado da votação poderá ser acompanhado em tempo real pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que divulgará a apuração assim que concluída. Para garantir a representatividade e a organização do plebiscito, foram estabelecidas seções eleitorais específicas em ambos os municípios. Em Chopinzinho, a cidade conta com 16.883 eleitores aptos a votar, distribuídos em 53 seções eleitorais localizadas em 12 diferentes locais de votação. Já em São João, o número de eleitores habilitados é de 9.186, distribuídos em 33 seções eleitorais em oito locais distintos.
Este procedimento representa uma novidade no sistema eleitoral brasileiro, uma vez que, até então, consultas populares de caráter semelhante eram realizadas por outros meios, sem o uso de urnas eletrônicas. A realização do plebiscito em urnas eletrônicas visa assegurar maior segurança, agilidade e transparência ao processo, além de facilitar o acompanhamento pelos órgãos de fiscalização e pelo público em geral.
A realização do plebiscito em uma data próxima às eleições gerais reforça a importância do momento, pois permite que a decisão da comunidade seja formalizada de forma democrática e oficial, com o respaldo do sistema eletrônico de votação. A iniciativa também evidencia a evolução do sistema eleitoral brasileiro e a busca por maior participação popular em questões de interesse local e regional, ampliando o escopo do uso das urnas eletrônicas para consultas de relevância comunitária.
Este procedimento, embora pioneiro no país, pode abrir precedentes para futuras consultas populares de caráter similar, ampliando o uso da tecnologia nas decisões de interesse local e fortalecendo a participação cidadã no processo democrático brasileiro.


