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Prefeitura de Belo Horizonte abre licitação para retomada de obras no reservatório de macrodrenagem de Vilarinho após paralisação de quase um ano

Prefeitura de Belo Horizonte abre licitação para retomada de obras no reservatório de macrodrenagem de Vilarinho após paralisação de quase um ano

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou a abertura de uma nova licitação para contratar uma empresa responsável pela retomada e finalização das obras no Reservatório Profundo Vilarinho II, localizado no bairro de Venda Nova. A iniciativa visa dar continuidade às intervenções que foram interrompidas em novembro de 2025, aproximadamente um ano após a paralisação, que ocorreu devido à identificação de supostas irregularidades nos contratos firmados com dois consórcios responsáveis pelas obras.

A concorrência pública foi publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial do Município (DOM) e está disponível para consulta nos portais de licitações da Prefeitura, do Governo de Minas Gerais e do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). As propostas poderão ser apresentadas até o dia 13 de outubro, com a sessão de abertura marcada para o mesmo dia às 14h, de forma eletrônica pelo Portal de Compras do Estado de Minas Gerais.

De acordo com o edital, o processo será conduzido sob o regime de empreitada por preço unitário, modalidade na qual o pagamento será efetuado com base nos serviços efetivamente realizados. A seleção da empresa vencedora levará em conta o maior desconto linear sobre o orçamento inicialmente previsto pela administração municipal, buscando otimizar recursos públicos e garantir a conclusão das obras.

O Reservatório Vilarinho II integra o sistema de macrodrenagem do Córrego Vilarinho, uma intervenção fundamental para ampliar a capacidade de drenagem na região de Venda Nova. Essa estrutura é considerada estratégica para reduzir os impactos causados por enchentes durante períodos de chuva intensa, contribuindo para a segurança e o bem-estar da população local.

As obras de macrodrenagem na Praça das Águas, na avenida Cristiano Machado, e no próprio Reservatório Vilarinho II foram interrompidas após a descoberta de irregularidades contratuais envolvendo os consórcios responsáveis. Em decorrência dessas irregularidades, seis servidores públicos foram afastados de suas funções por 180 dias, enquanto a Prefeitura estima que o prejuízo aos cofres municipais ultrapasse R$ 35 milhões.

A investigação que levou à paralisação das obras teve origem em uma auditoria interna da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), que apurou possíveis falhas na execução dos contratos. Como consequência, o Ministério Público Estadual (MPE) realizou uma operação em 11 de novembro, cumprindo 20 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos. As suspeitas envolvem dois consórcios e quatro empresas — uma empreiteira e três de consultoria — que responderão a processos administrativos por irregularidades nos contratos.

Segundo a administração municipal, as obras permanecerão paralisadas até que uma nova licitação seja concluída, garantindo maior transparência e segurança jurídica na contratação. A retomada das intervenções, portanto, depende do resultado do processo licitatório, que busca assegurar o cumprimento de todas as normas legais e evitar novos prejuízos ao erário público.

A expectativa é que, com a nova licitação, seja possível dar continuidade às obras essenciais para melhorar a drenagem urbana na região de Venda Nova, contribuindo para a redução de riscos de enchentes e fortalecendo a infraestrutura de saneamento na capital mineira.

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