Sebastião Bocalom Rodrigues, conhecido como Tião Bocalom, é pré-candidato ao Governo do Acre pelo PSDB nas eleições de 2026. Natural de Bela Vista do Paraíso, no Paraná, ele é professor de matemática e ciências físicas e biológicas. Mudou-se para o Acre ainda jovem e, ao longo de mais de quatro décadas, construiu uma trajetória política relevante no estado.
Iniciou a vida pública atuando como vereador de Nova Olímpia, no Paraná, na década de 1980. Ao migrar para o Acre, tornou-se o primeiro prefeito do município de Acrelândia — cargo que ocupou de 1993 a 1996, retornando ao posto entre 2000 e 2006, quando renunciou para disputar o governo do estado. Entre 1999 e 2000, no intervalo entre os mandatos em Acrelândia, exerceu o cargo de secretário estadual de Agricultura do Acre, no governo de Jorge Viana (PT).
No plano estadual, a primeira candidatura ao Governo do Acre ocorreu em 2006, quando disputou pelo PSDB e obteve 11,11% dos votos, ficando em terceiro lugar. Nas eleições municipais de 2008, concorreu à Prefeitura de Rio Branco pelo PSDB e chegou ao segundo turno, mas não foi eleito. Em 2012, disputou novamente a prefeitura da capital, também chegou ao segundo turno, porém foi derrotado por Marcus Alexandre (PT) por uma margem inferior a três mil votos.
Entre 2010 e 2014, Tião Bocalom tentou a disputa pelo governo do Acre, ambas pelo PSDB, sem sucesso. Em 2018, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, também sem êxito. Nas eleições municipais de 2020, pelo Progressistas, concorreu novamente à Prefeitura de Rio Branco pela terceira vez e venceu o segundo turno, com mais de 62% dos votos válidos. Cinco anos depois, em 2024, foi reeleito prefeito de Rio Branco no primeiro turno, ao obter 54,82% dos votos válidos, derrotando Marcus Alexandre (MDB), que teve 34,77%.
O pleito de 2024 teve um componente político relevante: o ex-presidente Jair Bolsonaro apoiou publicamente a campanha de Bocalom, integrando o palanque e gravando vídeos em favor da candidatura. Esse alinhamento com o espectro bolsonarista marcou o segundo mandato municipal de Bocalom, que disputava a reeleição pelo PL, o mesmo partido do ex-chefe de Estado.
Em 2026, o político decidiu migrar do PL para disputar o governo do Acre pelo PSDB. A mudança de partido o afastou formalmente do PL e o colocou em um eixo distinto do PT e do bolsonarismo, alinhando-o a outros nomes da legenda que adotaram estratégias semelhantes em seus estados, como Ciro Gomes, pré-candidato ao governo do Ceará. Em março de 2026, após renunciar à Prefeitura de Rio Branco para concorrer ao governo do estado, Tião Bocalom filiou-se ao PSDB; a filiação foi abonada pelo presidente nacional da legenda, Aécio Neves. A convenção para oficializar a candidatura está marcada para 31 de julho de 2026, no Ginásio do Sesi, em Rio Branco.
No cenário de pesquisas, o instituto Delta — contratado pela TV Gazeta — divulgou, em 9 de junho de 2026, uma atuação em que Tião Bocalom aparecia com 17% das intenções de voto em cenário estimulado, ocupando a terceira posição atrás de Alan Rick (Republicanos), com 39%, e Mailza Assis (Progressistas), com 19%. Em 17 de julho de 2026, uma nova sondagem mostrou Bocalom em evolução, empatando tecnicamente com Mailza na segunda posição, com Alan Rick à frente, com 38,27%. O levantamento ouviu 1.006 eleitores em todos os municípios do Acre entre os dias 11 e 15 de julho, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e 95% de confiança. Os números estão registrados no TSE sob os códigos AC-05387/2026 e BR-06994/2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.


