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Simone Tebet confirma pré-candidatura ao Senado por São Paulo pelo PSB, após saída do MDB e passagem pelo governo Lula

Simone Tebet confirma pré-candidatura ao Senado por São Paulo pelo PSB, após saída do MDB e passagem pelo governo Lula

A advogada, professora universitária e ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), reiterou, em 2026, a sua pré-candidatura a uma das vagas do Senado Federal por São Paulo nas eleições de 2026. A movimentação política aconteceu após Tebet deixar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e se filiar ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, encerrando uma trajetória de quase 30 anos ligada ao MDB.

Contexto de anúncio e filiação

O anúncio da pré-candidatura ocorreu em 12 de março de 2026, durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande. Naquela oportunidade, Tebet delineou o objetivo de disputar o Senado, sinalizando uma mudança estratégica de atuação. A filiação ao PSB foi efetivada no dia 21 de março, em uma cerimônia promovida na Assembleia Legislativa de São Paulo. A confirmação formal da candidatura, por meio de convenção partidária, está prevista para agosto de 2026.

Perfil biográfico e formação

Nascida em 22 de fevereiro de 1970, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, Simone Nassar Tebet vem de uma formação jurídica sólida. É filha de Ramez Tebet, ex-senador, ex-governador e ex-presidente do Senado, o que marcou o início de uma trajetória pública desde a juventude. Tebet é graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui mestrado em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ao longo das décadas de 1990 e 2000, atuou como professora universitária, consolidando uma base acadêmica que acompanhou a formação de sua atuação política.

Trajetória política no Mato Grosso do Sul

Filiada ao MDB desde 1997, Tebet iniciou sua vida pública no Mato Grosso do Sul. Em 2002 foi eleita deputada estadual, abrindo caminho para cargos executivos no estado. Em 2004, tornou-se prefeita de Três Lagoas, tornando-se a primeira mulher a governar o município. A prefeitura foi seu principal posto até 2008, quando foi reelegida para um segundo mandato. Em março de 2010, Tebet renunciou à prefeitura para integrar a chapa de André Puccinelli, como vice-governadora, na disputa estadual. A chapa foi vitoriosa e Tebet assumiu o mandato de vice-governadora de 2011 a 2014, acumulando também a função de secretária estadual de Governo.

Senado, impeachment, CPI e comando do Ministério

Em 2014, Tebet foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul, iniciando mandato que se estendeu até 2023. No Senado, integrou a comissão especial do impeachment de Dilma Rousseff e participou da CPI da Covid em 2021. Em 2019, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, cargo que ocupou até 2023. Em seu segundo período no parlamento, Tebet abriu espaço para uma nova etapa pública ao ser indicada pelo MDB ao cargo de ministra do Planejamento, cargo que assumiu em 2023, quando o governo de Lula teve início. Mantido no posto até março de 2026, Tebet deixou a pasta para dedicar-se à pré-candidatura ao Senado.

Rota para São Paulo e cenário eleitoral

No cenário de 2022, Tebet foi candidata à Presidência da República pelo MDB, terminando o primeiro turno em terceiro lugar, com 4.915.423 votos, o que correspondia a 4,16% dos votos válidos. Após a divulgação dos resultados, anunciara apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Com o início do governo Lula, Tebet assumiu o Ministério do Planejamento e Orçamento, função que exerceu durante quase três anos, até a definição de dedicar-se integralmente à pré-campanha pelo Senado em 2026.

Migração para o PSB e avaliação de cenário em São Paulo

A migração de Tebet para o PSB foi articulada com o governo Lula e o vice-presidente Alckmin, segundo o que foi informado na época. Ao confirmar a candidatura, Tebet informou ter aceitado o convite após conversar com a família. O posicionamento em São Paulo se beneficia de um cenário político em que o PSB busca ampliar sua presença nacional, em meio a disputas proporcionais relevantes. Em pesquisa divulgada em 29 de abril de 2026 pela Genial/Quaest, Tebet apareceu na liderança das intenções de voto para o Senado em São Paulo, com 14% das preferências, indicador que alimenta expectativas dentro do PSB para o pleito de 2026.

O calendário de convenção para a confirmação formal da candidatura, marcado para agosto de 2026, é visto como etapa decisiva para consolidar o palanque paulista de Tebet, que busca ampliar o perfil de atuação nacional com foco em áreas correlatas ao planejamento, à gestão pública e à governança, sinais que acompanham sua trajetória profissional detectados ao longo de mais de duas décadas na política brasileira.

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