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PSD oficializa candidatura de Omar Aziz ao governo do Amazonas em convenção em Manaus

PSD oficializa candidatura de Omar Aziz ao governo do Amazonas em convenção em Manaus

O PSD formalizou, neste sábado (25/7), a candidatura do senador Omar Aziz ao governo do Amazonas durante convenção partidária realizada em Manaus. O ato reuniu lideranças do PSD, MDB e Republicanos, marcando ainda a oficialização da candidatura do senador Eduardo Braga (MDB) à reeleição. A chapa conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizando aliança entre centro-direita e setores da centro-esquerda na disputa local. Em outro movimento relacionado, o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados Marcelo Ramos (PT-AM) anunciou, na sexta-feira, a desistência de concorrer à cadeira no Senado.

Entre as motivações declaradas pela sigla, o ato buscou consolidar o desenho da disputa no Amazonas, com Aziz buscando manter sua influência política na região após governos anteriores, enquanto Braga tenta ampliar sua presença na vida pública do estado em uma etapa posterior de sua carreira parlamentar. A presença de lideranças de diferentes partidos indica uma coalizão pragmática voltada a manter forças competitivas para o pleito, em meio a um cenário nacional de alianças políticas que cruzam fronteiras entre legendas tradicionais.

Perfil dos candidatos e o impacto político

Omar Aziz já teve atuação marcante no cenário estadual: foi governador do Amazonas entre 2010 e 2014, cargo que o colocou como figura de referência dentro do grupo que hoje o apoia. Em 2015, Aziz assumiu uma cadeira no Senado Federal, sendo reeleito em 2022 com 41,42% dos votos, e seu mandato está previsto para vigorar até 2031. Sua trajetória no Senado inclui participação em áreas de atuação que, segundo atuação institucional, o credencia a disputar a posição de comando do governo estadual. Um ponto que costuma ser destacado por seus apoiadores é a experiência administrativa adquirida durante a gestão estadual anterior, bem como a visibilidade adquirida na bancada federal ao longo dos anos.

O período de destaque de Aziz no cenário nacional também transcende a atuação administrativa: ele ganhou projeção durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, em 2021, na qual atuou como presidente do colegiado. A CPI foi responsável por apurar irregularidades associadas à condução do governo federal na gestão da pandemia, o que contribuiu para o fortalecimento de sua imagem entre setores que priorizam a fiscalização de atos do poder público em momentos de crise sanitária e econômica. Esse histórico é frequentemente citado por analistas para entender o vetor de legitimidade que Aziz pode explorar nas urnas, embora o pleito estadual tenha lógicas próprias em termos de pautas, gestão e desempenho regional.

Eduardo Braga e a perspectiva de continuidade no Senado

Quanto a Eduardo Braga, a convenção também marcou a formalização de sua candidatura à reeleição para o Senado, demonstrando uma estratégia que busca manter a presença do MDB no parlamento federal. Braga já governou o Amazonas por dois mandatos, entre 2003 e 2010, e posteriormente seguiu para o Senado. Foi reeleito em 2018, mantendo-se como uma liderança de atuação relevante no estado. Além da atuação legislativa, Braga teve passagem por cargos no governo federal, incluindo o Ministério de Minas e Energia durante a gestão de Dilma Rousseff (PT). Em recentes atividades, ele esteve envolvido com a proposição de reformas relevantes no Senado, incluindo uma proposta de emenda à Constituição (PEC) voltada à Reforma Tributária, sinalizando a agenda de seu grupo para o próximo mandato.

A aliança com o PT, por meio do apoio ao candidato Omar Aziz, e a presença de Eduardo Braga como candidato à reeleição delineiam, segundo interlocutores, uma frente que tenta oferecer uma alternativa estável ao eleitorado amazonense, especialmente em um contexto político regional que envolve diferentes tradições partidárias. A desistência de Marcelo Ramos da disputa ao Senado, anunciada na sexta-feira, é apresentada pela liderança do Planalto como um movimento que fortalece a candidatura de Braga, mantendo como fio condutor a centralidade da disputa entre forças de centro e centro-esquerda na região. A leitura oficial aponta que a decisão de Ramos foi tomada a pedido do presidente da República, o que, segundo a direção do MDB e seus aliados, contribui para a consistência do bloco apoiando Braga, que surge como a referência da centro-esquerda na corrida ao Governo do Amazonas.

Em síntese, a convenção que consolidou Omar Aziz como candidato ao governo amazonense, com o respaldo de Lula, e a confirmação de Braga para a reeleição ao Senado representam um movimento estratégico no cenário estadual, no qual a interação entre diferentes legendas e lideranças locais busca criar um palanque competitivo para as eleições que se avizinham. A análise de especialistas aponta que, além da experiência de gestão de Aziz e a atuação legislativa de Braga, a sustentação de uma frente que combine apoio ao governo federal e participação de partidos regionais pode influenciar o equilíbrio de forças no Amazonas nas próximas eleições estaduais.

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