A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a origem do tiro que atingiu uma criança durante uma comemoração na comunidade da Fazendinha, no Complexo da Penha, zona norte da capital fluminense. O caso ocorreu no domingo (25/10), quando a menina estava próxima de casa com a mãe. Uma das linhas apuradas é a de que o disparo tenha partido da arma de um integrante do Comando Vermelho (CV), grupo criminoso que domina a região.
A investigação está sob responsabilidade da 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso), que busca identificar de onde saiu o tiro e esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Até o momento, porém, a autoria do disparo não foi oficialmente confirmada pela Polícia Civil.
Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, as informações reunidas até agora indicam que “tudo leva a crer” que o projétil tenha sido disparado por um dos criminosos ligados ao Comando Vermelho. A apuração considera o contexto da comemoração realizada na comunidade e a presença de integrantes da facção no Complexo da Penha.
De acordo com o relato da mãe da menina, as duas estavam perto de casa quando houve uma queima de fogos de artifício durante a celebração, na noite de domingo. Em seguida, ela percebeu que a filha havia sido atingida por um disparo de arma de fogo. O relato foi repassado no âmbito da investigação sobre a origem do tiro.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Adeus-Baiana foram chamados após a ocorrência. Os policiais prestaram socorro à criança e a encaminharam para atendimento médico.
Inicialmente, a vítima foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão, onde recebeu os primeiros cuidados. Depois, segundo a PMERJ, ela foi transferida para o Hospital Geral de Bonsucesso, onde permanecia internada.
A identidade da criança e da mãe não foi divulgada pelas autoridades. Também não foram informados detalhes sobre a idade da vítima ou sobre as circunstâncias exatas do ferimento, além de que ela foi atingida por um disparo de arma de fogo durante a comemoração.
Até a atualização da reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e o Ministério da Saúde não haviam informado ao Metrópoles o estado de saúde da menina. O caso continua em investigação pela 21ª DP, que deverá analisar as informações disponíveis para determinar a origem do tiro e a eventual responsabilidade pelo disparo.
A Polícia Civil ainda não confirmou publicamente se o tiro partiu de um integrante do Comando Vermelho. O espaço permanece aberto para manifestações das autoridades e de outras partes citadas.


