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PDT encerra atuação na base governista da ALMG em Minas Gerais; líder estadual cita saída de Pimenta e de Thiago Cota

PDT encerra atuação na base governista da ALMG em Minas Gerais; líder estadual cita saída de Pimenta e de Thiago Cota

O deputado federal Mário Heringer, presidente do PDT em Minas Gerais, informou que o partido não integra mais a base governista da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em entrevista concedida neste domingo, 26, o parlamentar comentou o cenário da disputa pelo Governo de Minas, na qual o PDT tem Alexandre Kalil como candidato e o atual governador, Mateus Simões (PSD), é adversário. Heringer atualizou a leitura sobre a presença do PDT na ALMG, destacando mudanças recentes na composição partidária.

Conforme o presidente do PDT-MG, o partido não ocupa mais a posição de base na ALMG. Em suas palavras, o movimento decorre de alterações internas que deixaram a bancada menos alinhada ao governo. “Nós temos a grata satisfação de saber que nós não somos base na Assembleia mais. Primeiro porque o Carlos Pimenta saiu do meu partido, graças a Deus. E segundo porque o Thiago Cota, que é meu amigo pessoal, não vai mais disputar eleição. Então, eles foram. Nós não somos (situação na ALMG)”, afirmou o parlamentar, ressaltando que as mudanças não envolvem apenas a saída de um único nome, mas, segundo ele, a reorganização do efetivo no colegiado.

O episódio ganha contornos com a saída de Carlos Pimenta, que deixou o PDT e migrou para o PSB durante a última janela partidária. Pimenta chegou à ALMG como suplente de Alencar da Silveira Júnior, eleito para o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). A alteração na composição da bancada estadual evidencia, na visão do PDT, uma redefinição de lealdades políticas que pode influenciar oPalco institucional nos próximos meses. A situação de Pimenta, ao retornar ao parlamento mineiro por outra sigla, também demonstra o fluxo de filiações que caracteriza o cenário político regional.

Na prática, o PDT, que integrou a base governista durante as gestões de Romeu Zema (Novo) e do governador atual, passa a ter uma atuação distinta na ALMG. O próprio Kalil, líder pedetista na corrida ao governo, atua em um pleito que envolve a disputa direta com o governo de Mateus Simões. A fala de Heringer, ao reconhecer a mudança na base de apoio da ALMG, coloca o PDT em uma posição de observação quanto aos movimentos de bancada e às negociações com outras siglas que compõem o Parlamento, bem como com o Palácio do Governador.

Contexto parlamentar e a reorganização interna

O que fica para o conjunto da narrativa é a constatação de que a ALMG passa por uma reorganização de alianças entre siglas. A saída de Pimenta e a decisão de Thiago Cota, que também não disputará a eleição, são apontadas por Heringer como indicadores de que o PDT não mantém, no momento, a mesma relação de apoio ao governo que existia anteriormente. A defesa da mudança, segundo o presidente estadual do PDT, está ancorada na percepção de que o partido não mais atua como base na Assembleia.

Já a posição de Kalil, candidato do PDT ao governo, contrasta com a continuidade esperada da gestão do PSD sob Mateus Simões, reforçando a narrativa de um pleito em que o PDT busca ampliar sua presença política no território mineiro, tanto no Legislativo quanto na disputa direta pelo Executivo. O conteúdo da entrevista evidencia uma leitura interna do partido sobre o peso da presença na ALMG e os efeitos que as migrações, como a de Pimenta para o PSB, podem trazer para o desenho de alianças e para o mapa de apoio à campanha de Kalil.

Em síntese, a comunicação de Mário Heringer sinaliza um reposicionamento estratégico do PDT em Minas Gerais, com a saída da bancada da base governista na ALMG, a mudança de sigla de um parlamentar de peso e a continuidade do debate sobre como o partido irá se posicionar no contorno eleitoral que se aproxima. O efeito prático dessas movimentações no cenário da ALMG e na corrida estadual dependerá, nos próximos meses, dos desdobramentos políticos, de novas filiações e de acordos entre legendas, além da leitura que cada setor fazerá do atual momento político mineiro.

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