O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado (25), que seus oponentes na disputa eleitoral deste ano carecem de biografia e de histórico político para apresentar ao eleitorado. Em fala na convenção do PT em São Paulo, ele projetou que este poderá ser o primeiro pleito em que os candidatos recorram à Inteligência Artificial (IA) para tentar enganar o eleitorado com “falsas promessas”. A declaração ocorreu durante o ato que formalizou a chapa liderada pelo ex-prefeito Fernando Haddad na disputa pelo governo do estado, com Tarcísio de Freitas (Republicanos) figura da oposição cotada como principal adversário.
É a primeira eleição no Brasil em que os adversários, por não ter tamanho, biografia, proposta, vão fazer uso da IA para ludibriar a boa fé do povo de São Paulo. Nossos adversários vão trabalhar muito com inteligência artificial para inventar coisas que eles não fizeram, inventar o que não são e fazer promessas que jamais vão cumprir. A base da campanha deles é a mentira, é mentira só faz quem não tem biografia.
O evento, além de consolidar Haddad na chapa, homologou a candidatura de Márcio França (PSB) ao cargo de vice-governador. Também foram oficializadas as candidaturas ao Senado da ex-ministra Simone Tebet (PSB) e da ex-senadora Marina Silva (Rede). O conjunto de nomes é descrito pela sigla como um grupo com forte histórico político, incluindo quatro ex-integrantes do primeiro escalão do governo de Lula, o que reforça a prioridade que o PT atribui à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A presença destes nomes no palanque paulista é apresentada pela legenda como indicativa da experiência demandada pela disputa estadual.
Lula destacou a relevância do time que compõe a chapa, lembrando que os integrantes possuem “biografia” e compromisso com as promessas feitas aos eleitores. Em tom de elogio, o presidente declarou que, em termos de qualidade de uma chapa, “Poucas vezes na história de São Paulo a gente viu uma chapa com essa qualidade”. A observação reforça o argumento da sigla de que o conjunto de Haddad reúne experiência administrativa e compromisso com pautas sociais e econômicas que, segundo o PT, são essenciais para a gestão pública estadual.
Além disso, Lula frisou a importância de se observar o significado da eleição de Haddad para o estado. Em suas palavras, ele afirmou conhecer poucas pessoas com o grau de lealdade, companheirismo e capacidade de trabalho que o atual postulante ao governo, Haddad, demonstra possuir. O chefe do Executivo federal ainda apontou que, para São Paulo, há uma oportunidade histórica de eleger “o melhor ministro da educação” e “o melhor ministro da economia” para compor o governo estadual, numa referência à indicação de Haddad para liderar a gestão pública no estado.
O tom da fala reforça a estratégia do PT de associar Haddad a uma gestão baseada em experiência comprovada e em um time que, segundo a legenda, reúne quadros que já tiveram atuação relevante no governo federal. A convenção, ao consolidar a chapa, também envia uma mensagem política de que o partido confia na capacidade de Haddad de enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera a oposição na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. A narrativa do PT, centrada na ideia de que os adversários não apresentariam uma biografia sólida, busca explorar o contraste entre a experiência de Haddad e a suposta falta de lastro político dos oponentes.
Ainda que o conteúdo se concentre na descrição da convenção e nas declarações do presidente, o discurso sinaliza uma linha de atuação que pretende enfatizar, aos olhos do eleitor, a credibilidade e o histórico de combate às políticas propostas pelo governo estadual, numa eleição que deve testar o peso da liderança de Lula na cena paulista. A estratégia de associar o uso de IA a uma suposta prática de enganar os eleitores também aparece como um elemento-chave do tom crítico direcionado aos adversários, conforme expresso pela própria fala de Lula, que descreve o que considera uma base de campanha calcada na mentira e na falta de biografia.
Em síntese, a convenção do PT em São Paulo não apenas oficializou a aliança com Haddad, Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva para as respectivas vagas, como também formulou, de modo explícito, uma narrativa capaz de defender a candidatura de Haddad com base em experiência, lealdade e um time que, segundo o partido, reúne condições para liderar o estado com estratégia e responsabilidade.


