Correio Divinopolitano

Investigação aponta morte acidental de jovem que caiu do 7º andar de hotel em São Luís

Investigação aponta morte acidental de jovem que caiu do 7º andar de hotel em São Luís

A Polícia Civil do Maranhão informou que, até o momento, não encontrou indícios de homicídio doloso na morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos. A jovem morreu depois de cair do 7º andar do Rio Poty Hotel, em São Luís, durante a madrugada de terça-feira (3/11). A análise inicial das imagens do sistema de segurança não apontou participação do namorado dela, Leonardo Augusto Pinto França, na queda.

Leonardo estava no hotel com Renata quando ocorreu o episódio. Conforme a investigação, os registros das câmeras foram avaliados pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), unidade da Polícia Civil responsável pela apuração de mortes com suspeita de homicídio doloso, caracterizado pela intenção de matar.

O delegado George Marques declarou que as imagens são esclarecedoras para a linha investigativa que considera a possibilidade de uma queda acidental. Apesar dessa conclusão preliminar, a perícia ainda será realizada e os elementos técnicos deverão ser incorporados à apuração das circunstâncias da morte.

Segundo o delegado, não há, até agora, evidências de que Leonardo tenha provocado a queda ou praticado um crime contra Renata. “Encaminhamos a perícia e ainda estamos fazendo uma análise. Mas o vídeo é elucidativo. Nossa unidade é responsável por apurar homicídio doloso, que no caso não houve”, afirmou George Marques.

Perícia vai avaliar estrutura do hotel

O afastamento da hipótese de homicídio doloso não encerra a apuração sobre o caso. A Polícia Civil também pretende examinar as condições de infraestrutura do Rio Poty Hotel para verificar se algum problema estrutural pode ter contribuído para a queda da jovem.

Essa análise deverá considerar as circunstâncias do local e os resultados dos exames periciais. A investigação busca esclarecer de que maneira ocorreu a queda, enquanto a possibilidade de responsabilidade do estabelecimento deverá ser discutida em outra frente.

A família de Renata deve apresentar uma ação na área cível contra o hotel. Nesse processo, poderão ser avaliadas eventuais responsabilidades do estabelecimento pela morte, independentemente da conclusão da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil.

Jovem estava em São Luís para acompanhar namorado

Renata morava em Ananindeua, no Pará, e havia chegado a São Luís na quarta-feira anterior à queda, em 28/10. A viagem tinha como objetivo acompanhar Leonardo, que participaria de um campeonato de pôquer na capital maranhense.

O casal tinha uma passagem de retorno marcada para terça-feira (3/11), mesma data em que ocorreu a queda. O episódio aconteceu durante a madrugada, e Renata não resistiu aos ferimentos.

O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) no início da tarde daquele dia. O velório estava previsto para ser realizado em Ananindeua, cidade onde a jovem vivia, e o sepultamento foi marcado para quinta-feira (5/11).

Até o momento, a principal linha trabalhada pela Polícia Civil é a de morte acidental. Leonardo não é tratado como suspeito de homicídio, e a análise da perícia, juntamente com a avaliação da estrutura do hotel, deverá complementar as informações já obtidas pelas câmeras de segurança.

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