Correio Divinopolitano

Deltan Dallagnol acusa PT de ameaçar seus votos após publicação sobre eleição ao Senado

Deltan Dallagnol acusa PT de ameaçar seus votos após publicação sobre eleição ao Senado

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de perseguição política após o diretório da sigla no Paraná publicar uma mensagem afirmando que ele seria o “próximo”. A declaração foi divulgada na segunda-feira (26/10), menos de 24 horas depois da eleição, e ocorreu enquanto a situação do ex-procurador da Lava Jato ainda depende de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

Em resposta à publicação, Dallagnol afirmou que o PT estaria ameaçando os cerca de 3 milhões de votos recebidos por ele no Paraná. O parlamentar eleito associou a mensagem do partido a outras iniciativas atribuídas a parlamentares de esquerda contra lideranças da direita.

Na manifestação, Dallagnol citou pedidos para a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro e declarações de que outras lideranças políticas do campo conservador também seriam alvo de medidas. Segundo o senador eleito, esse cenário representaria uma atuação baseada em “ódio, vingança e perseguição” contra pessoas que se opõem ao sistema político.

O político também questionou o uso do termo “democracia” ao comentar a publicação do PT e afirmou que os mais de 59 milhões de brasileiros que não escolheram o Partido dos Trabalhadores não estariam isolados. Dallagnol declarou ainda que não pretende recuar nem abandonar o país diante do que classificou como uma tentativa de perseguição.

Publicação do PT não especificou o alvo da mensagem

O diretório do PT no Paraná não explicou, na publicação, a que situação se referia ao dizer que Dallagnol seria o “próximo”. A mensagem, no entanto, foi interpretada como uma possível referência à própria eleição do ex-procurador, que ainda está sujeita à análise definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Embora o resultado das urnas tenha garantido a Dallagnol uma das cadeiras destinadas ao Paraná no Senado, a validade da candidatura continua em discussão na Justiça Eleitoral. A controvérsia está relacionada à possibilidade de ele disputar a eleição após ter o mandato de deputado federal cassado pelo próprio TSE em 2023.

Registro eleitoral foi questionado durante a campanha

Dallagnol chegou à votação depois de enfrentar uma série de decisões judiciais que afetaram sua campanha. O ex-procurador da Lava Jato ficou impedido de realizar atividades eleitorais durante duas semanas e teve o registro de candidatura derrubado e posteriormente restabelecido em um intervalo inferior a 12 horas, entre a véspera e o dia da votação.

Mesmo com a vitória nas urnas e a expressiva votação obtida no Paraná, a definição sobre sua posse no Senado não está concluída. O caso ainda precisa de uma decisão final do TSE, que deverá avaliar os efeitos da cassação do mandato de deputado federal sobre a candidatura apresentada na eleição para o Senado.

Até que haja uma conclusão definitiva da Justiça Eleitoral, o resultado proclamado nas urnas permanece relacionado a uma disputa jurídica. Foi nesse contexto que Dallagnol reagiu à mensagem do PT paranaense e classificou a publicação como uma ameaça aos votos que recebeu, enquanto o partido não detalhou publicamente o significado da expressão usada.

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