O governo brasileiro autorizou, por meio de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 6 de outubro, a permanência temporária de 350 militares argentinos no território nacional para participação em um exercício militar conjunto com o Exército Brasileiro. A autorização foi publicada nesta quarta-feira (7 de outubro) no Diário Oficial da União (DOU).
O treinamento, denominado Arandu, está programado para ocorrer entre os dias 10 e 17 de outubro no município de Rosário do Sul, localizado no estado do Rio Grande do Sul. A realização do exercício reforça a cooperação militar entre os dois países e evidencia a integração das Forças Armadas na região Sul do Brasil, próxima às fronteiras internacionais com a Argentina.
O decreto não apenas autoriza a entrada dos militares argentinos, mas também permite a entrada de diversos equipamentos utilizados na atividade, incluindo aeronaves, veículos, armamentos, munições e outros materiais necessários para o desenvolvimento do treinamento. Essa autorização abrange toda a logística de transporte e suporte, que será conduzida pelos meios do Centro de Logística de Mísseis e Foguetes e do 6° Grupo de Mísseis e Foguetes (6° GMF). Esses órgãos serão responsáveis pelo transporte estratégico, incluindo o suprimento de combustível ao longo do percurso, garantindo a mobilidade e a operacionalidade do exercício.
O deslocamento dos militares argentinos e de seus equipamentos será realizado em uma rota de aproximadamente 2,8 mil quilômetros, percorrida em seis dias. A mobilidade estratégica demonstrada pelo Exército Brasileiro, especialmente pela Artilharia de Mísseis e Foguetes, evidencia a capacidade de deslocamento rápido e eficiente de suas unidades, além de reforçar a prontidão operacional das forças de defesa nacionais na região de fronteira.
A realização do exercício Arandu ocorre em um momento de intensificação da cooperação bilateral na área de defesa, fortalecendo os laços militares entre Brasil e Argentina. Além de promover o intercâmbio de experiências e táticas, a atividade também serve para testar a prontidão e a capacidade de mobilização conjunta das forças de ambos os países, contribuindo para a segurança regional. A iniciativa reforça a importância da integração militar na América do Sul, especialmente em uma conjuntura de desafios geopolíticos que demandam cooperação entre as nações vizinhas.


