Neymar se manifestou neste domingo (26) pelas redes sociais para afastar uma acusação de que teria cobrado os jovens jogadores do Santos após o empate em 2 a 2 com a Chapecoense, em jogo disputado na Vila Belmiro, válido pelo Brasileirão. O camisa 10 foi o autor dos dois gols do Peixe na partida, que terminou com o placar igualado, evitando uma derrota para a equipe da Baixada Santista.
O atacante negou veementemente qualquer cobrança direcionada aos chamados Meninos da Vila, em referência aos jovens do elenco principal, entre eles o meio-campista Gabriel Bontempo e o zagueiro João Ananias. Em um story publicado em sua conta no Instagram, Neymar disse: “Estou vendo que está saindo algumas coisas que eu cobrei os jovens no vestiário. Totalmente mentira. Quem passou isso, por favor não faça isso, não minta, pode perguntar para quem quiser que estava dentro do vestiário. A cobrança foi para o time. Conversamos, eu o Lucas, Arão, Gabi, Brazão. E a gente se cobrou, obviamente, porque a gente é competitivo, a gente quer ganhar, mas não teve nenhuma cobrança para os jovens não. Isso eu não vou aceitar. Não vou aceitar mentiras”.
Paralelamente, a imprensa local e nacional trouxe leituras diferentes sobre o episódio que circula nos bastidores do Santos. A Itatiaia apurou que Neymar teria feito uma cobrança ríspida no vestiário após o empate, porém sem individualizar apontamentos, ou seja, direcionando o recado ao grupo, sem mencionar nomes específicos. O Santos, conforme o apurado pela reportagem, trata o assunto de forma interna, sem tornar público o conteúdo exato da cobrança ou qualquer desdobramento adicional.
Conforme o ge.globo, houve, de acordo com a narrativa veiculada pelo site, uma cobrança de Neymar a Ananias e a Bontempo ainda no intervalo da partida, quando o Peixe vencia por 1 a 0, com o gol marcado pelo próprio camisa 10. A leitura sustenta que, apesar do placar favorável, o time não manteve o mesmo nível de atuação na segunda metade, permitindo a virada da Chapecoense, que passou a liderar a partida por 2 a 1. Aos 44 minutos do segundo tempo, Neymar voltou a aparecer para marcar um pênalti que garantiu o empate ao Santos.
Depois do jogo, o cenário ganhou contornos de tensão e de manejo disciplinar interno. No domingo, durante a reapresentação no CT Rei Pelé, Neymar deixou o local mais cedo, sem autorização da diretoria ou da comissão técnica. Os titulares que enfrentaram a Chapecoense permaneceram para um trabalho regenerativo, enquanto o camisa 10 ficou apenas alguns minutos no local e retornou para casa, sem participar da atividade com os demais atletas. A condução da preparação física e as conversas com o elenco seguem sob o controle da diretoria, sem confirmações públicas de novas medidas ou de punições, reforçando que o clube trata o tema de forma reservada.
Em síntese, Neymar negou as cobranças direcionadas aos jovens, afirmando que a cobrança foi para o time como um todo e destacando que as conversas ocorreram na presença de outros companheiros, como Lucas, Arão, Gabi e Brazão. As peças da imprensa enfatizam leituras distintas sobre se houve cobrança específica aos jovens no intervalo e, ao mesmo tempo, indicam que o episódio resultou em desdobramentos internos que o Santos está tratando de maneira confidencial. Sobre o aproveitamento do elenco, o empate manteve o Santos com a necessidade de avaliação da atuação coletiva após uma exibição que exigiu reequilíbrio emocional e técnico, com os efeitos do episódio ainda a serem mais bem avaliados pela diretoria e pela comissão técnica nos próximos dias.


