Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aparecem à frente dos índices de rejeição na corrida ao Palácio do Planalto, conforme estudo divulgado pela Datafolha nesta sexta-feira (24). No levantamento, que mede o potencial de eleitores que afirmam não votar em um candidato em hipótese alguma, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta 48% de rejeição, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 46%. Com a margem de erro prevista de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o resultado aponta para um empate técnico entre os dois nomes, dentro do intervalo de confiança indicado pela pesquisa.
A coleta foi realizada com 2.004 entrevistados entre os dias 22 e 24 de julho. A margem de erro permanece em dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança adotado pela Datafolha é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01166/2026, o que confere transparência ao processo de consulta pública e ao monitoramento das disputas eleitorais no país. Esses dados foram apresentados pela instituição responsável pela divulgação da pesquisa, que mantém, assim, um conjunto de indicadores relevantes para compreender o clima político no período pré-eleitoral.
O que significa o índice de rejeição?
O indicador de rejeição, utilizado pela Datafolha nesta sondagem, corresponde à parcela do eleitorado que declara não votar em um candidato de maneira categórica — isto é, responde que não votaria nele de jeito nenhum. Ao comparar Flávio Bolsonaro e Lula da Silva, o levantamento revela que, no conjunto dos entrevistados, a rejeição a Flávio é de 48%, superior à de Lula, que fica em 46%. A diferença entre os dois percentuais, apesar de breve, não pode ser considerada estatisticamente estável fora da margem de erro, o que justifica a qualificação de empate técnico entre os dois nomes.
Interpretação e contexto da disputa
Os números de rejeição, embora não indiquem intenção de voto, oferecem uma leitura complementar sobre a atratividade ou a impopularidade de candidaturas no cenário atual. Em eleições, índices elevados de rejeição podem influenciar estratégias de campanha, diálogo com o eleitorado e a percepção pública sobre viabilidade de determinadas candidaturas. No caso específico deste levantamento, o fato de Lula e Flávio apresentarem índices de rejeição relativamente próximos — ainda que com Flávio ligeiramente acima de Lula — reforça a ideia de um ambiente de competição acirrada, no qual outros fatores, como propostas, alianças políticas e mobilização de bases, podem se tornar determinantes nas próximas etapas do processo eleitoral.
É importante destacar que o estudo aponta números apenas relativos à rejeição. Não envolve, neste documento, a leitura de intenções de voto ou de outros cenários de apoio, que costumam ser avaliados por meio de outras perguntas ou por pesquisas distintas. A leitura de rejeição, no entanto, complementa o retrato de como o eleitorado percebe os dois protagonistas da disputa presidencial, especialmente em um período em que a polarização política também se mostra presente na agenda pública.
Por fim, a divulgação deste levantamento pela Datafolha ocorre em um momento em que o debate público sobre estratégias eleitorais, alianças e propostas programáticas se intensifica. Embora a rejeição entre Lula e Flávio tenha chegado a patamares próximos, a dinâmica real da disputa segue dependente de futuras sondagens, da evolução dos Hélices políticos regionais, de decisões institucionais e de acontecimentos que possam influenciar o comportamento do eleitor. A coleta de opinião, realizada com 2.004 entrevistados, entre 22 e 24 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança, reforça a necessidade de acompanhar ao longo das próximas semanas como as intenções e as percepções se ajustam diante de novos cenários e de eventos no campo político nacional.


