Correio Divinopolitano

Victor ressalta ambiente saudável como pilar de elenco vencedor e relembra Libertadores de 2013

Victor ressalta ambiente saudável como pilar de elenco vencedor e relembra Libertadores de 2013

Victor, ídolo da torcida do Atlético Mineiro, consolidou-se como símbolo da história recente do clube ao longo de 424 partidas disputadas com a camisa alvinegra. Nesta sexta-feira (26), o ex-goleiro e os demais integrantes do elenco que ergueu a Copa Libertadores de 2013 celebram 13 anos desde a conquista da inédita competição continental, marco que permanece como referência para o ex-dono da camisa número 1. O reconhecimento da importância daquele grupo e do que ele representa para o clube vai além da performance em campo, chegando ao relacionamento entre os atletas durante a rotina diária do clube.

A análise sobre o que faz uma equipe vingar em torneios de alto nível chegou ao público durante participação de Bagy no Galocast, transmitido pelo canal Galo TV. Bagy, que ocupou o cargo de diretor de futebol do Atlético Mineiro até dezembro do ano passado, destacou a relevância do ambiente do dia a dia para a obtenção de títulos. Em suas palavras, há um ingrediente essencial para o sucesso: manter um ambiente saudável. “Tem algo muito importante para você conquistar título que é ambiente saudável. Você tem que gostar de estar junto com os demais atletas e companheiros. Eu destacaria dois elencos que venci e que isso acontecia”, disse, ao iniciar o raciocínio sobre períodos vitoriosos da história alvinegra.

O ex-diretor citou, primeiro, o grupo que atuava no longo período de 2005, no Paulista disputado em Jundiaí, quando a equipe conquistou a Copa do Brasil. Segundo ele, aquele elenco era extremamente unido, com um desejo claro de vencer e de alavancar o clube. A longevidade daquela convivência renderia frutos não apenas na temporada, mas também em relacionamentos que perduram ao longo do tempo; Bagy mencionou que hoje mantém muitos amigos daquela época, inclusive com um grupo ativo em aplicativo de mensagens.

Ainda segundo Bagy, o segundo exemplo citado refere-se ao grupo que formou a base das taquaras de 2012 e 2013, de grande destaque na história do Atlético. A rotina de concentração, frequentemente prolongada, era marcada por momentos de descontração. “A gente ficava muito tempo concentrado e, em inúmeras vezes, a gente terminava o jantar e ficávamos dez, doze jogadores sentados, na resenha. A galera sempre jogando um baralho, dando risada e dando leveza ao ambiente. O futebol é muito estressante. Quando isso acontecia, entrávamos mais leves e confiantes em campo, pois sabíamos que, além de bons jogadores, tínhamos um grupo de amigos”, relatou o ex-jogador. Esse clima, de acordo com as palavras dele, ajudava o time a enfrentar a pressão do calendário com mais tranquilidade e coesão.

Outro personagem presente na conversa foi o ex-zagueiro Léo Silva, atualmente auxiliar-técnico da equipe Sub-20 do Atlético. Ao participar do debate, ele reforçou a ideia de que a convivência do vestiário era pautada pela ausência de conflitos e vaidades. Para Léo Silva, qualquer discussão ocorria com respeito e tinha o objetivo claro de fortalecer o time como um todo. A análise dele complementa o que Bagy descreveu sobre o ambiente positivo que, segundo ambos, cria um diferencial competitivo ao longo das temporadas.

O retorno sobre a importância do ambiente entre jogadores, técnicos e demais profissionais do clube ressalta uma prática que muitos times bem-sucedidos defendem: o sucesso não depende apenas de talento individual, mas da soma de talentos aliados a uma cultura de convivência harmoniosa. O Atlético Mineiro, por meio de relatos de integrantes do passado e presentes no clube, demonstra que a valorização do sentimento de grupo pode ser diferente de simples convivência; ela se traduz em confiança, união de objetivos e disposição para enfrentar desafios coletivamente.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *