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RS tem 1.880 pessoas fora de casa após temporais; Vale do Taquari concentra a maior parte dos desabrigados

RS tem 1.880 pessoas fora de casa após temporais; Vale do Taquari concentra a maior parte dos desabrigados

O Rio Grande do Sul registra, até a manhã desta sexta-feira (24/7), 1.880 pessoas fora de casa em razão de chuvas intensas e temporais que atingem o estado desde o dia 16 de julho. Não houve registro de mortes vinculadas às condições climáticas até o momento. A atualização mais recente foi divulgada pelo Governo do Estado por meio de boletins de monitoramento de calamidades, que consolidam o balanço de desabrigados e desalojados em diferentes municípios.

Conforme o levantamento da Defesa Civil, 1.315 pessoas estão desabrigadas, ou seja, acolhidas em estruturas públicas, e 565 estão desalojadas, residentes em imóveis de parentes ou amigos — totalizando 1.880 pessoas fora de casa. Em relação aos abrigos, a Secretaria de Desenvolvimento Social aponta que 21 estruturas estão em funcionamento, distribuídas por 18 municípios gaúchos. Dentro deste quadro, o Vale do Taquari aparece como a região com a situação mais crítica, reunindo 76,5% do total de desabrigados no estado, conforme a avaliação do governo. Entre as cidades da área, Lajeado aparece com 540 desabrigados, Encantado com 152 e Estrela com 118.

Em Lajeado, o alagamento sublinhou a gravidade da situação: diversas casas ficaram submersas após o Rio Taquari atingir a cota de inundação provocada pelos temporais. O cenário, segundo os boletins oficiais, mostra que, até agora, apenas uma família foi autorizada a retornar para a residência, indicando o prolongamento do uso de abrigos e a continuidade de deslocamentos internos no município.

Outro polo de impactos relevantes está na Região das Missões. A elevação do Rio Uruguai elevou o nível das cheias em parte da zona, resultando em acolhimento de pessoas em abrigos em dois municípios da região: Porto Xavier, que abriga 200 pessoas, e Porto Mauá, com 20 desabrigados. Essa concentração na Missões evidencia a dispersão geográfica das ocorrências, com reflexos diretos sobre a capacidade de atendimento dos sistemas municipais de defesa civil.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para o estado, sinalizando risco elevado de alagamentos e bloqueios de vias em diversas áreas. Paralelamente, a Defesa Civil reforça a necessidade de atenção a rios que podem atingir a cota de inundação, além das zonas previstas para deslizamentos e enchentes, reforçando a atuação de monitoramento e de resposta das autoridades locais.

A atualização mais recente da Defesa Civil aponta que pelo menos 206 municípios já reportaram danos, bloqueios, destelhamentos ou cheias decorrentes das chuvas intensas e temporais. Em relação aos recursos hídricos sob maior ameaça, o órgão informa que há risco de cheia e elevação dos níveis dos rios Taquari, Caí, Jacuí, Rio dos Sinos, Uruguai, bem como do Lago Guaíba, levando em conta as previsões técnicas e os boletins de monitoramento das bacias fluviais.

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