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Explosões de botijões em Minas Gerais deixam uma morta e alertam para cuidados com gás

Explosões de botijões em Minas Gerais deixam uma morta e alertam para cuidados com gás

Três explosões envolvendo botijões de gás foram registradas em Minas Gerais na última semana. Os acidentes aconteceram em Belo Horizonte, Contagem, na Grande BH, e Araxá, a 370 quilômetros da capital. As ocorrências provocaram a morte de uma idosa de 75 anos, deixaram uma cozinheira com queimaduras em 15% do corpo e destruíram uma residência.

Os casos chamaram a atenção para os riscos relacionados ao armazenamento, à instalação e ao manuseio dos botijões, além dos procedimentos que devem ser adotados quando há suspeita de vazamento. Segundo o Corpo de Bombeiros, medidas simples de prevenção podem evitar acidentes graves dentro de casa.

Explosões atingiram casas em três cidades mineiras

No bairro Aparecida, em Belo Horizonte, uma cozinheira preparava marmitas para entregar quando um vazamento de gás foi identificado no cômodo. O namorado dela saiu para buscar uma ferramenta na tentativa de corrigir o problema, procedimento que não é recomendado pelos bombeiros. Antes que ele retornasse, ocorreu a explosão.

A força do calor derreteu o forro de PVC da cozinha. A cozinheira sofreu queimaduras em 15% do corpo. O episódio reforça a orientação para que moradores não tentem fazer reparos no botijão ou em seus componentes quando houver concentração de gás no ambiente.

Em Contagem, dois botijões de 13 quilos explodiram dentro de uma residência. Uma idosa de 75 anos morreu. Vizinhos disseram ter ouvido o momento do estouro e tentaram entrar no imóvel usando uma marreta, mas não conseguiram. Após o incêndio, a casa precisou ser interditada por causa dos danos provocados à estrutura.

Em Araxá, um homem teve a residência destruída depois que um botijão explodiu no interior do imóvel. Os bombeiros foram chamados, retiraram o recipiente para o quintal e controlaram as chamas. O morador recebeu a orientação de substituir a válvula reguladora de pressão e a mangueira a cada cinco anos.

Armazenamento deve ocorrer em local externo e protegido

O tenente Tiago Proton, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, explicou que é possível manter um botijão reserva em casa, desde que o recipiente esteja em boas condições e ainda tenha o lacre. A compra deve ser feita em um revendedor legalizado, e o consumidor precisa verificar se há avarias no botijão.

O recipiente extra não deve ser guardado em um ambiente fechado. Em caso de vazamento, o gás pode se concentrar no local e aumentar o risco de explosão. A recomendação é manter o botijão em uma área externa, protegida da chuva e do calor excessivo.

A mangueira e os demais componentes que ligam o botijão ao fogão também têm prazo de validade. De modo geral, esses itens devem ser substituídos a cada cinco anos, mas o período correto precisa ser confirmado nas especificações fornecidas pelo fabricante.

Gás encanado também exige medidas preventivas

O risco de vazamento não é exclusivo de imóveis que utilizam botijão. De acordo com o tenente, apartamentos abastecidos por gás encanado também podem apresentar esse tipo de problema. Por isso, as medidas preventivas precisam ser verificadas regularmente.

Moradores de apartamentos que não tenham condições de fazer as adequações por conta própria devem procurar o síndico. As intervenções precisam ser realizadas de acordo com as características da edificação, já que uma instalação inadequada pode elevar o risco de explosão.

Isqueiros e interruptores devem ser evitados em caso de vazamento

O Corpo de Bombeiros não recomenda usar isqueiro ou qualquer outra chama para tentar identificar um vazamento. Ao sentir cheiro de gás, a orientação inicial é manter a calma e, se for seguro, fechar o registro do regulador de pressão.

Quando o ambiente não estiver totalmente tomado pelo gás, uma verificação simples pode ser feita com uma esponja e detergente. A espuma deve ser colocada na conexão do regulador de pressão. Se surgirem bolhas, há indicação de vazamento e o problema precisa ser averiguado. A ausência de bolhas indica que não foi identificado vazamento naquele ponto.

Acender a luz também pode provocar uma explosão em determinadas circunstâncias. Em um local completamente tomado pelo gás, o acionamento de um interruptor, de qualquer equipamento elétrico, de um fósforo ou de um isqueiro pode produzir uma faísca e causar a ignição.

Nessas situações, os moradores devem retirar as pessoas do local, evitar permanecer no ambiente e não tentar consertar o recipiente. Se for possível fazer isso sem risco, portas e janelas devem ser abertas para ajudar a dissipar o gás e permitir a ventilação natural.

Quando o vazamento ou o incêndio não puder ser controlado rapidamente e com segurança pelos moradores, a orientação é deixar o imóvel e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

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