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Suspeito de matar ex-namorada é transferido de presídio após relatar ameaças em MG

Suspeito de matar ex-namorada é transferido de presídio após relatar ameaças em MG

Samuel Castro Melo, de 18 anos, investigado pela morte da ex-namorada Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27, foi transferido nesta quarta-feira (28) do Presídio de Santa Luzia para uma unidade prisional em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. A mudança ocorreu depois que a defesa informou que o jovem vinha recebendo ameaças dentro do sistema prisional.

A transferência foi confirmada à RECORD Minas pelo advogado Dracon Cavalcante, responsável pela defesa de Samuel. Segundo o defensor, o investigado já chegou ao novo presídio e passou a ser acompanhado pela equipe jurídica.

O pedido para que Samuel fosse transferido havia sido apresentado durante a audiência de custódia, realizada na última quinta-feira (22). Na ocasião, a defesa alegou que o jovem estava sob ameaça e solicitou a transferência por razões de segurança. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a origem ou a natureza das ameaças relatadas.

Samuel estava detido no Presídio de Santa Luzia desde o dia 22 de outubro. Na mesma data, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o investigado encarcerado enquanto o caso é apurado.

Atual namorada também permanece presa

A atual namorada de Samuel, Carla Luíza da Silva, de 23 anos, também é investigada pela morte de Beatriz e permanece presa preventivamente no Presídio José Abranches Gonçalves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Na terça-feira (27), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou um pedido liminar de liberdade apresentado pela defesa de Carla. Os advogados sustentaram que ela é primária, tem residência fixa e possui vínculo formal de trabalho. A defesa também questionou os fundamentos usados para justificar a prisão preventiva.

O desembargador responsável pelo caso entendeu que não havia elementos suficientes para conceder a liberdade de forma imediata. O pedido de habeas corpus ainda será analisado definitivamente pela Justiça.

Corpo foi encontrado em área rural

Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota desapareceu em 9 de outubro, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Depois de quase duas semanas de buscas, a Polícia Civil localizou o corpo da jovem em 21 de outubro. Ela estava enterrada em uma área rural do município.

Samuel, ex-namorado da vítima, e Carla foram presos sob suspeita de envolvimento no crime. As investigações ainda estão em andamento e buscam esclarecer a dinâmica da morte, a participação de cada investigado e as circunstâncias que levaram ao desaparecimento da jovem.

Durante o trabalho investigativo, a polícia apurou a possibilidade de uso de soda cáustica no crime. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Record Minas mostram Carla carregando potes da substância em uma loja onde trabalhava, dois dias antes do desaparecimento de Beatriz.

De acordo com familiares da vítima, o produto teria sido furtado do estabelecimento, pois não havia registro de pagamento. A informação integra o conjunto de elementos que deverão ser analisados pela perícia e pela Polícia Civil ao longo da investigação.

Perícias foram determinadas pela Justiça

Além de converter as prisões em flagrante dos dois investigados em preventivas, em 22 de outubro, a Justiça determinou a realização de perícias nos celulares apreendidos, no veículo que pode ter sido utilizado no crime e nos materiais recolhidos durante as diligências.

Os exames deverão contribuir para esclarecer possíveis comunicações entre os investigados, a origem dos materiais e a eventual relação do veículo com o desaparecimento e a morte de Beatriz. Ainda não foram divulgados os resultados dessas perícias.

O corpo da jovem foi sepultado em 23 de outubro, no Cemitério Municipal de Jaboticatubas. Em razão do avançado estado de decomposição, a cerimônia de despedida precisou ser limitada a aproximadamente 30 minutos.

A defesa de Carla afirma que ela é inocente e contesta pontos da investigação. Entre os questionamentos apresentados estão o número de pessoas que teriam participado do crime e a identificação do veículo supostamente utilizado. O caso continua sob investigação da Polícia Civil, enquanto Samuel e Carla permanecem presos preventivamente.

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