A Polícia Civil de Minas Gerais revelou que a morte de Beatriz Vitória, de 27 anos, encontrada morta na quarta-feira, 22 de novembro, em Jaboticatubas, a cerca de 61 quilômetros de Belo Horizonte, pode ter sido resultado de um crime planejado. A afirmação foi feita pelo delegado Alexandre Fonseca à RECORD Minas, que indicou que a vítima foi enterrada em uma cova de profundidade média a alta, preparada previamente, sugerindo que o crime foi premeditado.
Segundo o delegado, a preparação da cova indica que o ato não foi impulsivo, mas sim planejado com antecedência. “Foi premeditado em relação à cova. A cova não era rasa, é de média a profundidade, e isso foi feito muito antes”, afirmou. A investigação aponta que os principais suspeitos do crime são o ex-namorado de Beatriz, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luísa da Silva, de 23 anos. Ambos foram presos e estão sob custódia da polícia.
Além deles, a Polícia Civil investiga a participação de uma adolescente de 15 anos, que estaria no veículo no momento do desaparecimento de Beatriz. A menor passou a colaborar com as investigações e indicou a região onde o corpo da jovem foi localizado, contribuindo para a localização do cadáver.
O corpo de Beatriz Vitória foi encontrado em uma área de mata, após 20 dias de desaparecimento. Ela havia desaparecido no dia 9 de novembro, após sair de um bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas. Na ocasião, a jovem havia alertado os amigos, dizendo: “se eu não voltar, vem atrás de mim”. A partir desse aviso, familiares e amigos iniciaram buscas na região, com apoio da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.
De acordo com relatos familiares, Beatriz estava com amigos em um bar no bairro Bom Jesus na data do desaparecimento. Logo após chegar ao local, ela recebeu uma ligação e informou aos amigos que iria se encontrar com alguém em um carro na esquina próxima ao bar. Antes de partir, ela pediu que, caso não retornasse em cinco minutos, os amigos deveriam procurá-la. Quando o tempo passou sem notícias, os amigos decidiram ir até o local indicado por ela, mas não encontraram nem o carro nem a jovem.
Relatos indicam que Beatriz recebeu várias ligações de um número desconhecido enquanto estava na mesa do bar, frases suspeitas foram ouvidas, e ela saiu com destino ao carro. Os amigos acompanharam o movimento, mas não conseguiram localizá-la posteriormente. A irmã da vítima, Geovana Mota, relatou que a jovem demorou a retornar e que, após o desaparecimento, as buscas foram intensificadas por familiares, apoiados pela polícia e pelo Corpo de Bombeiros.
A localização do corpo em uma área de mata e a investigação em andamento reforçam a complexidade do caso, que envolve elementos de planejamento e suspeitas de feminicídio. As autoridades continuam apurando as circunstâncias do crime, que chocou a comunidade local e chamou atenção para a violência contra mulheres na região.


