Goiânia, Goiás – Um novo caso de feminicídio foi registrado na capital goiana, elevando para 58 o número de homicídios de mulheres relacionados à violência de gênero em 2026. A vítima, Damiana Maria Alves de Assunção, de 40 anos, foi morta a facadas pelo próprio marido na tarde deste domingo (18 de outubro), no bairro Setor João Braz. O suspeito foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar de Goiás (PMGO pouco tempo após o crime, que ocorreu na residência do casal.
Segundo informações oficiais, durante o ataque, o filho da vítima, um menino de 9 anos, também foi ferido. Ele foi socorrido pelos bombeiros e levado a um hospital da cidade, apresentando-se consciente. O menino, que presenciou a violência, recebeu atendimento médico e permanece sob observação. O agressor, cujo nome não foi divulgado, tinha antecedentes por violência doméstica. Ele havia sido detido aproximadamente um mês antes do feminicídio, em 25 de setembro, por uma denúncia de violência contra Damiana, mas foi liberado na audiência de custódia no dia seguinte, o que evidencia uma fragilidade no sistema de proteção às vítimas.
De acordo com o relato de familiares, Damiana e o suspeito mantinham uma relação marcada por conflitos frequentes e já haviam se separado em diferentes ocasiões ao longo do relacionamento. Os episódios de violência anteriores, somados ao histórico de agressões, indicam uma situação de risco que, infelizmente, culminou na tragédia. A polícia informou que o crime está sendo investigado como feminicídio, uma vez que há elementos que indicam motivação relacionada ao gênero e ao contexto de violência doméstica. Além disso, também está sendo apurada a tentativa de homicídio do menor, que foi atingido durante o ataque.
A ocorrência reforça a gravidade da violência contra as mulheres no estado de Goiás e a necessidade de ações eficazes de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas. Com o registro deste caso, Goiás chega a um total de 58 feminicídios em 2026, um número que evidencia a persistência do problema e a urgência de medidas mais efetivas de combate à violência de gênero.
As autoridades reforçam que mulheres que estejam sofrendo ameaças ou violência podem procurar ajuda através do telefone 180, Central de Atendimento à Mulher, que oferece acolhimento e orientações. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. A sociedade e os órgãos de segurança pública continuam atentos à necessidade de combater a violência de gênero e garantir a proteção às mulheres em situação de risco.


