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Morto aos 84 anos, Benito di Paula enfrentava câncer de próstata, doença que pode evoluir sem sintomas

Morto aos 84 anos, Benito di Paula enfrentava câncer de próstata, doença que pode evoluir sem sintomas

O renomado músico e compositor brasileiro Benito di Paula faleceu neste domingo, 18 de outubro, aos 84 anos, em decorrência de um câncer de próstata. O artista vinha lutando contra a doença há aproximadamente um ano, e sua morte ocorreu após uma crise de saúde que levou seu filho, Rodrigo Vellozo, a levá-lo ao Hospital Nove de Julho, na cidade de São Paulo. Apesar dos esforços médicos, Benito não resistiu às complicações do câncer.

O câncer de próstata é atualmente o tumor com maior incidência entre os homens no Brasil, sendo considerado o segundo mais comum na população masculina, excluindo-se os casos de câncer de pele não melanoma, segundo dados do Ministério da Saúde. Essa neoplasia costuma evoluir de forma silenciosa, muitas vezes sem apresentar sintomas nas fases iniciais, o que torna sua detecção precoce um desafio. Em geral, o crescimento do tumor é lento, e muitos homens convivem com ele por anos sem perceber, o que reforça a importância do rastreamento regular.

A doença, entretanto, pode apresentar uma evolução mais agressiva em certos casos, levando ao crescimento rápido, disseminação para outros órgãos e, consequentemente, risco de morte. De acordo com o urologista Fernando Sabino, do Hospital Santa Lúcia, os sintomas iniciais podem incluir dificuldades urinárias, como redução do fluxo de urina ou sensação de esforço ao urinar, embora esses sinais nem sempre estejam presentes.

A detecção do câncer de próstata geralmente ocorre por meio de exames de rastreamento anuais, indicados para homens acima de 50 anos, ou a partir dos 45 anos em indivíduos com histórico familiar da doença. Os principais métodos diagnósticos incluem o exame de sangue para a dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA), exame de toque retal, além de exames de imagem, como ressonância magnética. A confirmação do diagnóstico é obtida por meio de biópsia prostática.

O câncer de próstata apresenta diferentes níveis de agressividade, classificados em três categorias: de baixo risco ou baixa agressividade, risco intermediário e alto risco ou alta agressividade. Segundo o urologista Alexandre Iscaife, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), aproximadamente 90% dos tumores diagnosticados são considerados de baixo ou risco intermediário. Os casos mais agressivos, embora menos frequentes, tendem a estar em estágio avançado, muitas vezes com metástases já estabelecidas no momento do diagnóstico.

A progressão da doença pode envolver a disseminação para os linfonodos, inicialmente para os gânglios linfáticos, e posteriormente para ossos, fígado, pulmões e até o cérebro, embora esses casos sejam considerados raros. A detecção precoce e o acompanhamento médico adequado são essenciais para o manejo eficaz do câncer de próstata, que, quando diagnosticado em estágio inicial, apresenta altas taxas de cura.

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