Na região Centro-Oeste de Minas Gerais, duas ocorrências distintas envolvendo animais foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros na terça-feira, dia 6. Uma delas envolveu o resgate de uma coruja-orelhuda com suspeita de lesão na asa, enquanto a outra tratou de libertar um cachorro que ficou preso em uma grade metálica. Os atendimentos reforçam a importância da atenção às condições de segurança de animais domésticos e silvestres, além de demonstrar a atuação preventiva e de emergência da corporação na região.
Por volta das 10h04, moradores do bairro Vila São Vicente, na cidade de Formiga, acionaram o Corpo de Bombeiros após encontrarem uma ave com dificuldades de voo. A ave, identificada como uma coruja-orelhuda, apresentava uma suspeita de lesão na asa direita, o que a impedia de voar normalmente. Segundo informações dos bombeiros, o morador de 56 anos que encontrou a ave a manteve protegida até a chegada da equipe especializada. Para evitar que o animal se machucasse ainda mais ou tentasse fugir, a coruja foi colocada temporariamente sob uma caixa de fibra na garagem da residência.
Ao chegar ao local, os militares utilizaram equipamentos específicos para capturar a ave com segurança, evitando maiores traumas ao animal. Após a captura, a coruja foi colocada em uma caixa de transporte adequada e levada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras), localizado em Divinópolis. No centro, ela passará por avaliação veterinária especializada e receberá o tratamento necessário para sua recuperação, com o objetivo de posteriormente ser reintroduzida ao seu habitat natural, caso sua condição de saúde permita.
Em outra ocorrência, na cidade de Oliveira, também na região Centro-Oeste de Minas Gerais, os bombeiros atenderam a um caso envolvendo um cachorro de pequeno porte que ficou preso na grade metálica de uma porta. A tutora do animal acompanhou o procedimento e colaborou na tentativa de manter o cachorro calmo durante o resgate. Os militares conseguiram retirar o animal com segurança, sem que fossem informados ferimentos ou detalhes sobre as circunstâncias que levaram à prisão do cão na grade.
Após o resgate, os bombeiros emitiram alertas quanto aos riscos de acidentes envolvendo animais domésticos e estruturas como portões, grades e cercas. A recomendação é que os tutores ajustem o tamanho dos vãos ou instalarem telas de proteção para evitar que os pets fiquem presos ou se machuquem ao tentar passar por esses espaços. Além disso, os profissionais orientam que, em casos de animais presos, não se deve puxar ou forçar a retirada, pois isso pode agravar ferimentos ou causar traumas adicionais.
Para situações de emergência envolvendo animais presos ou feridos, o Corpo de Bombeiros disponibiliza o telefone de contato 193, reforçando a importância de uma resposta rápida e adequada para garantir a segurança e o bem-estar dos animais. Essas ações demonstram o compromisso da corporação com a proteção da fauna e a prevenção de acidentes domésticos relacionados à interação entre animais e estruturas humanas.


