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Polícia apreende 16 aves silvestres transportadas ilegalmente em Minas Gerais

Polícia apreende 16 aves silvestres transportadas ilegalmente em Minas Gerais

Na noite desta terça-feira, dia 6, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou a apreensão de um veículo que transportava de forma irregular dezesseis aves silvestres na rodovia BR-146, no município de Poços de Caldas, localizado na região Sul de Minas Gerais. Os animais, que estavam acondicionados em gaiolas dentro de um Fiat Elba, eram provenientes de Cabo Verde, uma localidade no próprio estado de Minas Gerais, e tinham como destino final a cidade de São Paulo, no estado de São Paulo.

Durante uma fiscalização de rotina no km 486 da rodovia, os agentes abordaram o carro, que tinha placas de São Paulo, e identificaram três homens, com idades de 50, 47 e 42 anos, ocupantes do veículo. Ao procederem com a vistoria, os policiais encontraram as gaiolas contendo 15 trinca-ferros e um tico-tico, espécies nativas da fauna silvestre brasileira. Todos os pássaros estavam sendo transportados sem qualquer autorização legal, configurando transporte irregular de animais silvestres.

Além das aves, os policiais também localizaram no interior do automóvel equipamentos utilizados para manejo e caça de pássaros, o que reforça a suspeita de envolvimento em atividades ilegais relacionadas à fauna. Os materiais, juntamente com as gaiolas, foram apreendidos pelos agentes.

Os três indivíduos foram presos em flagrante por transporte ilegal de animais silvestres e maus-tratos, crimes previstos na legislação ambiental brasileira. Como as infrações foram classificadas como de menor potencial ofensivo, os suspeitos assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), documento que registra a ocorrência e compromete os envolvidos a comparecerem em audiência judicial. Após a assinatura, eles foram liberados, assumindo o compromisso de responder ao processo na Justiça.

A Polícia Militar de Meio Ambiente foi acionada para receber os animais apreendidos. Os pássaros passarão por procedimentos de acolhimento e triagem, visando garantir seu bem-estar e definir a destinação adequada, que pode incluir reintrodução na natureza ou encaminhamento para centros de triagem especializados. Além disso, a equipe ambiental lavrou autos de infração ambiental contra os responsáveis, de acordo com as normas vigentes de proteção à fauna silvestre brasileira.

Este caso evidencia a persistência de atividades ilegais relacionadas ao transporte e comércio de espécies nativas, reforçando a importância do combate ao tráfico de animais e ao maus-tratos, além de demonstrar a atuação contínua das forças de segurança na preservação da biodiversidade brasileira.

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