A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) desmantelou, neste sábado (26 de setembro), uma rinha de galos localizada na cidade de Massaranduba, no norte do estado, após receber denúncia de maus-tratos a animais. A operação resultou no fechamento do local, que contava com um ringue preparado para a luta de mais de 60 aves, além da apreensão de dinheiro, medicamentos e outros materiais utilizados na prática ilegal.
Por volta das 13 horas, equipes policiais foram até uma residência situada na Estrada Alto Guarani-Açu, onde encontraram estruturas improvisadas destinadas às lutas de galos. No local, os policiais identificaram galos com ferimentos, além de esporas, bicos e lacres presos às aves, além de medicamentos utilizados para tratar ou potencializar o desempenho dos animais. Também foram encontrados cadernos com anotações, indicando registros relacionados às apostas feitas durante as lutas, além de máquinas de cartão de crédito e uma quantia de R$ 12.500 em dinheiro vivo, que foi apreendida pelos agentes.
De acordo com informações da Polícia Militar, o responsável pela residência atuava como organizador da rinha, determinando os valores das apostas e os lucros provenientes das lutas. No momento da operação, estavam na casa dez pessoas, sendo nove homens e uma mulher, que foram abordadas pelos policiais. Todos receberam voz de prisão, porém, na delegacia, assinaram um Termo Circunstanciado (TC) e foram liberados, sem detenção prolongada.
Ao todo, foram resgatados 68 galos, além de uma ave da espécie trinca-ferro, que ficaram sob a responsabilidade de voluntários considerados “fiéis depositários”. Esses voluntários assumiram a guarda e a conservação dos animais mediante assinatura de termos formais, garantindo o bem-estar das aves após o procedimento policial.
A ação da Polícia Militar de Santa Catarina reforça o combate às práticas ilegais relacionadas às rinhas de galos, que representam maus-tratos a animais e envolvem atividades criminosas, como apostas clandestinas e uso de medicamentos sem controle. A operação também evidencia o esforço das autoridades para coibir esse tipo de crime, que além de prejudicar os animais, alimenta uma rede de ilegalidades que afeta a segurança pública e o bem-estar social na região.


