A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou, na primeira quinzena de setembro, uma série de operações no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, conhecido como Galeão, que resultaram na apreensão de mais de 1.200 unidades de produtos sujeitos ao controle sanitário. As ações, realizadas em parceria com a Receita Federal e a Polícia Federal, tiveram como foco a fiscalização de cargas e passageiros vindos de diferentes regiões, especialmente de rotas internacionais e de fronteira terrestre, como Foz do Iguaçu, além de voos provenientes de Dubai e Amsterdã.
Durante as operações, as equipes de fiscalização abordaram passageiros e cargas com o objetivo de identificar produtos ilegais ou sem registro sanitário adequado. Segundo a Anvisa, as ações visam coibir a entrada irregular de medicamentos, peptídeos e substâncias de uso controlado, que representam riscos à saúde pública. Entre os itens apreendidos, destacam-se medicamentos e peptídeos sem registro na agência reguladora, transportados de forma clandestina para o Brasil.
Ao todo, foram apreendidos 1.230 frascos e unidades de produtos diversos, incluindo medicamentos e substâncias de uso controlado. Entre esses produtos, estavam itens considerados sensíveis, como tirzepatida — um medicamento utilizado no tratamento de diabetes e obesidade — e anabolizantes. Em uma das ocorrências envolvendo esses últimos, um passageiro foi preso pela Polícia Federal sob acusação de crime contra a saúde pública e contrabando, após tentativa de entrada irregular de substâncias proibidas no país.
De acordo com informações da Anvisa, o indivíduo suspeito vinha sendo monitorado desde a sua saída do país, por meio de um sistema de inteligência que integra as ações da agência reguladora. Essa inteligência permitiu o acionamento imediato da Receita Federal e da Polícia Federal assim que a suspeita foi confirmada, possibilitando a apreensão do material e a prisão do passageiro.
A Anvisa reforça que as operações conjuntas são parte de uma estratégia contínua para combater a entrada ilegal de insumos, medicamentos e produtos de origem duvidosa no Brasil. Além de proteger a saúde da população, essas ações visam também reduzir os riscos associados ao consumo de produtos sem a devida regularização sanitária, que podem conter substâncias perigosas ou falsificadas.
As operações no Galeão continuam sendo uma medida importante para o fortalecimento do controle aduaneiro e sanitário, buscando garantir que apenas produtos devidamente autorizados e registrados ingressem no mercado brasileiro. A agência ressalta a importância da cooperação entre os órgãos envolvidos para a efetividade dessas ações, que visam assegurar a segurança e a saúde pública nacional.


