Correio Divinopolitano

Brasil mantém posição de 72ª no ranking global de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial

Brasil mantém posição de 72ª no ranking global de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial

O Brasil permaneceu na 72ª colocação no ranking mundial de igualdade de gênero elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta quarta-feira, dia 16 de setembro. A publicação marca duas décadas de monitoramento das disparidades entre homens e mulheres em 145 países, evidenciando avanços e desafios persistentes na busca por equidade de gênero.

No contexto regional, o Brasil ocupa a 19ª posição entre os países da América Latina e do Caribe. Entre os aspectos analisados, o desempenho mais destacado do país refere-se à área de educação, na qual atingiu a nota máxima pelo segundo ano consecutivo. Um avanço significativo nesse setor foi a elevação da taxa de escolarização no ensino primário, que saiu de 94% em 2006 para 100% em 2026, indicando uma universalização no acesso à educação básica para crianças de ambos os sexos.

Na área de saúde, o Brasil ocupa a 28ª colocação, demonstrando avanços na garantia de cuidados e bem-estar para mulheres, embora ainda haja espaço para melhorias. Entretanto, o maior progresso registrado pelo país ocorreu no âmbito do empoderamento político. Desde 2006, a representação feminina no Congresso Nacional mais que dobrou, passando de 9,4% para 20,7%. Além disso, a participação de mulheres em ministérios triplicou no mesmo período, saindo de 12,9% para 40,9%. O período de governo da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), também influencia positivamente esses indicadores, uma vez que sua gestão contribuiu para o aumento da presença feminina em cargos de alta relevância política.

Por outro lado, o setor que apresenta a pior colocação do Brasil no ranking é o relacionado aos fatores econômicos, onde ocupa a 102ª posição. Essa classificação reflete a persistente desigualdade na percepção salarial para trabalhos semelhantes e a sub-representação de mulheres em posições de alta gestão corporativa. Essas disparidades evidenciam os obstáculos enfrentados por mulheres no mercado de trabalho, especialmente na ascensão a cargos de liderança e na equiparação de remuneração.

O relatório do Fórum Econômico Mundial avalia o progresso de cada país com base em quatro pilares essenciais: participação econômica, realização educacional, saúde e sobrevivência, além de empoderamento político. Apesar de alguns avanços, o documento aponta que, com o ritmo atual de mudanças, levará aproximadamente 120 anos para que o mundo elimine completamente as diferenças de gênero. As áreas de política e economia continuam sendo as principais barreiras ao alcance de uma igualdade plena, enquanto saúde e educação permanecem como os setores com os melhores resultados, próximos da paridade.

O ranking é liderado pela Islândia, seguida pela Finlândia e Noruega, que permanecem como referências globais na promoção da igualdade de gênero. O estudo reforça a necessidade de ações contínuas e políticas específicas para reduzir as desigualdades econômicas e ampliar a participação feminina em espaços de decisão, tanto no Brasil quanto no cenário internacional.

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