O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar, nesta quinta-feira (3 de setembro), sua participação na sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, na qual comparou a entrevista a uma “inquisição”. A declaração ocorreu durante um discurso em que anunciou a conclusão do governo federal em zerar a fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Lula destacou que, apesar de a meta de “zerar” a fila não significar a ausência total de pessoas aguardando benefício, ela indica que os pedidos estão sendo analisados dentro do prazo legal estabelecido, antes de serem considerados pendentes.
Durante o discurso, Lula relembrou sua participação na entrevista ao JN, realizada na semana anterior, na qual foi questionado sobre o recorde de 3 milhões de pessoas aguardando a concessão de benefícios pelo INSS em fevereiro deste ano. Na ocasião, o presidente afirmou que, em breve, anunciaria a redução dessa fila, que na época tinha esse número como referência, e convidou o apresentador César Tralli para acompanhar a cerimônia em Brasília.
Na declaração desta quinta, Lula voltou a criticar a abordagem da entrevista, dizendo que ela “parecia uma inquisição”. Ele mencionou que, na ocasião, o entrevistador César Tralli questionou sobre o volume de pedidos na Previdência Social, ao que respondeu que o número de 3 milhões de benefícios aguardando análise era uma realidade anterior, mas que agora esse número estaria sendo reduzido. Lula afirmou que, na semana seguinte, faria o anúncio oficial do fim da fila, reforçando que a expectativa é de que a espera média tenha sido reduzida de 45 para 34 dias, conforme dados do governo.
O presidente também aproveitou a oportunidade para provocar o jornalismo da Globo, sugerindo que o Jornal Nacional deveria noticiar o avanço, ao afirmar: “Vamos ver se o Jornal Nacional vai noticiar, porque isso aqui está acontecendo graças ao Tralli”. Essa declaração reforça a narrativa do governo de que a gestão petista tem conseguido avanços na redução do tempo de análise dos benefícios do INSS, sob a alegação de que a fila, que antes atingia 3 milhões de pessoas, está sendo efetivamente reduzida.
É importante esclarecer que, embora o governo declare que a fila foi “zerada”, isso não significa a ausência total de pessoas na espera, mas sim que os pedidos estão sendo processados dentro do prazo legal, que atualmente é de 34 dias, uma redução significativa em relação aos 45 dias médios anteriores. A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo para melhorar a eficiência no atendimento previdenciário e diminuir o tempo de espera, uma questão que tem sido alvo de críticas e debates públicos.
A fala de Lula reforça a narrativa de que o governo tem conseguido avanços na gestão do INSS, apesar das dificuldades enfrentadas anteriormente, e evidencia uma tentativa de associar esses resultados ao seu esforço político, inclusive criticando a cobertura jornalística de outras plataformas.


