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Causa da morte do ator e diretor Gracindo Jr. é confirmada como causas naturais

Causa da morte do ator e diretor Gracindo Jr. é confirmada como causas naturais

A confirmação oficial sobre a causa do falecimento do ator e diretor Gracindo Jr. foi divulgada na manhã desta quarta-feira (2). O artista faleceu na noite anterior, em sua residência no Rio de Janeiro, devido a causas naturais, conforme informações fornecidas pela emissora de televisão na qual trabalhou ao longo de sua carreira.

Gracindo Jr., cujo nome de nascimento é Epaminondas Xavier Gracindo, tinha 78 anos e deixa um legado de mais de cinco décadas dedicadas às artes. Ele era filho do renomado ator Paulo Gracindo (1911-1995) e manteve uma trajetória marcada por participações em televisão, teatro e cinema. Sua esposa, Daisy Poli, com quem esteve por quase 50 anos, e seus cinco filhos, entre eles os atores Gabriel Gracindo, de 48 anos, e Pedro Gracindo, de 41 anos, estão entre os familiares que receberam a notícia de sua partida. O corpo do artista será cremado nesta quinta-feira (3), no Rio de Janeiro.

Gracindo Jr. iniciou sua carreira artística aos 15 anos, no ano de 1959, atuando na Rádio Nacional, onde trabalhou como ator e redator. Sua estreia no teatro ocorreu com a peça “A Escada”, de Oswald de Andrade, marcando o início de uma trajetória que se estenderia por mais de cinquenta anos. Em 1965, participou da inauguração da TV Globo, uma das maiores emissoras do país, e desde então integrou o elenco de diversas novelas e programas de destaque. Ele relatou em entrevista ao programa “Memória Globo”, em 2022, que entrou na emissora já no seu primeiro mês de funcionamento, tendo sido contratado em dezembro de 1964, pouco antes da estreia oficial em abril de 1965.

Durante sua trajetória na televisão, Gracindo Jr. atuou em inúmeras produções, incluindo novelas como “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”. Sua participação em “O Bem Amado”, ao lado do pai Paulo Gracindo, é especialmente lembrada, pois ambos interpretaram versões do protagonista nas versões jovem e mais velha. Além dessas, integrou elencos de sucessos como “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Anjo de Mim”, “Esplendor” e “Celebridade”.

Como diretor, atuou em produções como “Marron-Glacé” e no programa humorístico “Os Trapalhões”. Além disso, criou e apresentou os primeiros videoclipes exibidos pelo programa “Fantástico”, com artistas brasileiros, contribuindo de forma inovadora para a televisão nacional. Sua atuação também se estendeu ao cinema, onde participou de filmes como “Os Homens que eu Tive” (1973), “Os Trapalhões na Serra Pelada” (1982), “Floresta das Esmeraldas” (1985), “Desterro” (1991), “A Selva” (2004) e “Segurança Nacional” (2010).

Nos anos 2000, Gracindo Jr. trabalhou em produções da TV Record, incluindo as novelas “Cidadão Brasileiro” e “Poder Paralelo”, além da minissérie “Rei Davi”. Apesar de formado em psicologia, ele nunca atuou na área, preferindo dedicar-se integralmente às artes cênicas e à televisão.

A morte de Gracindo Jr. representa uma perda significativa para o cenário artístico brasileiro, marcado por uma carreira que contribuiu de forma relevante para a história da televisão, do teatro e do cinema no país.

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