O árbitro Raphael Claus detalhou, na súmula oficial da partida, os motivos que levaram à expulsão do lateral Villalba, do Cruzeiro, ocorrida na noite desta terça-feira (1º), durante o confronto contra o Atlético Mineiro na Arena MRV, em Belo Horizonte. O jogo, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil, terminou com a derrota do Cruzeiro, que atuou com um jogador a menos desde os 15 minutos do segundo tempo, resultado que contribuiu para a eliminação da equipe na competição nacional.
A expulsão de Villalba aconteceu aos 15 minutos do segundo tempo, após ele receber seu segundo cartão amarelo. Segundo o relato de Claus na súmula, o jogador do Cruzeiro cometeu uma falta no setor esquerdo de defesa, ao fazer uma disputa com Cuello, do Atlético. No entanto, o que gerou a expulsão foi a avaliação do árbitro de que Villalba “acertou o rosto” do adversário de forma “temerária”. O próprio árbitro justificou que a ação de Villalba, ao “golpear um adversário de maneira temerária na disputa da bola”, foi suficiente para a aplicação do cartão vermelho, uma vez que o jogador já tinha um cartão amarelo anterior, decorrente de uma falta anterior na mesma partida.
A consequência da expulsão foi significativa para o andamento do jogo. Com um jogador a menos, o Cruzeiro passou a sofrer maior pressão do Atlético, que aproveitou a superioridade numérica para dominar a partida. O Atlético Mineiro, então, marcou dois gols após a expulsão, consolidando a vitória e garantindo sua classificação às semifinais da Copa do Brasil, enquanto o Cruzeiro foi eliminado precocemente da competição.
Além do episódio envolvendo Villalba, a súmula de Claus também traz detalhes sobre uma troca de palavras entre o presidente do Atlético, Sérgio Coelho, e a equipe de arbitragem. Segundo o árbitro, Coelho criticou a marcação de um pênalti a favor do Cruzeiro no primeiro tempo, chegando a proferir palavras ofensivas. Claus registrou que, ao se dirigirem ao vestiário na pausa do intervalo, o presidente atleticano afirmou: “o pênalti não foi nada, o meu jogador protege a bola, você é o pior”, sendo necessário o apoio de seguranças para conter o dirigente.
O documento oficial também aponta que o início do jogo e o retorno do intervalo tiveram atrasos, situações que podem resultar em multas para a equipe de arbitragem. Além disso, a súmula relata episódios de tumulto nos minutos finais, com o desaparecimento de bolas no campo e o lançamento de objetos, como chinelos, garrafas de água e copos contendo líquidos em direção aos jogadores após o gol do Cruzeiro, o que também pode gerar penalidades disciplinares.
Este episódio reforça a importância do controle disciplinar e da conduta dos dirigentes durante as partidas, além de ilustrar como decisões arbitrárias podem influenciar diretamente o resultado de uma competição de alta relevância como a Copa do Brasil.


