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André do Prado, presidente da Alesp, lança pré-candidatura ao Senado de São Paulo pelo PL com apoio bolsonarista e defesa de pautas de segurança pública e liberdade de expressão

André do Prado, presidente da Alesp, lança pré-candidatura ao Senado de São Paulo pelo PL com apoio bolsonarista e defesa de pautas de segurança pública e liberdade de expressão

O atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), André do Prado (PL), tornou-se o nome indicado pelo conjunto bolsonarista para concorrer a uma das vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Deputado estadual em seu quarto mandato consecutivo, ele aposta no legado da gestão estadual para defender pautas como segurança pública, liberdade de expressão e anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O pré-candidato tem formação em Análise de Sistemas pela Universidade de Mogi das Cruzes e iniciou na política aos 22 anos, como vereador de Guararema, cidade do interior paulista. Ao longo da carreira, também exerceu os cargos de vice-prefeito e prefeito de Guararema, afirmando que sua gestão encerrou com índices de aprovação próximos a 90%.

Em 2010, André do Prado foi eleito deputado estadual, função que ocupa há quatro mandatos consecutivos. Desde 2022, está à frente da Alesp, tendo sido reeleito para a presidência da Casa em 2025, com apoio de 88 votos de 94 possíveis. Em sua atuação na presidência, ele mantém alinhamento direto com o governador de São Paulo, impulsionando pautas como a privatização da Sabesp e a criação de escolas cívico-militares.

A escolha do grupo bolsonarista para as eleições de 2026
Ao ser questionado sobre rumores de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria aprovado o seu nome, indicado, segundo a versão corrente, por Eduardo Bolsonaro, André do Prado negou qualquer divergência. Ele confirmou que Eduardo será seu primeiro suplente na chapa, mesmo diante de questões judiciais que o afastam do cargo. Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dois anos e quatro meses de prisão por coação no curso de uma investigação relacionada a uma tentativa de golpe de Estado. “Ele continua como meu 1º suplente, existem recursos que ainda podem ser impetrados e a gente acredita que o plenário do Supremo possa reverter isso”, afirmou o pré-candidato.

Sobre as investigações envolvendo o Banco Master, André do Prado afirmou não enxergar riscos políticos para sua candidatura e defendeu a criação de uma CPI para apurar o caso. Segundo ele, as investigações devem alcançar todos os envolvidos, independentemente de alinhamento político.

O que defende André do Prado para o Senado
André do Prado aposta no histórico de gestão do governo Tarcísio de Freitas como principal credencial para a disputa ao Senado. Entre os exemplos citados, ele mencionou a Tabela SUS Paulista, programa que complementa recursos a hospitais filantrópicos, com a afirmação de que “já foram abertos e reabertos mais de 8 mil leitos hospitalares”. O deputado explicou a comparação com a abertura de “40 novos hospitais de 200 leitos” e deu um exemplo concreto: um parto normal pago pelo SUS, que custava R$ 443, passa a receber R$ 2.100 com o complemento estadual.

Além disso, André do Prado defendeu a agenda de privatizações e a reestruturação administrativa promovidas pelo governo paulista, destacando medidas para reduzir gastos e reorganizar órgãos públicos. Em relação ao Senado, ele aponta um foco claro no municipalismo: por ter sido prefeito de Guararema, pretende defender os interesses dos municípios paulistas em Brasília e ampliar a interlocução entre prefeitos, governo federal e instituições de financiamento.

A defesa da liberdade de expressão também figura entre as prioridades da campanha. O pré-candidato argumenta que esse tema está ligado à preservação de direitos fundamentais e deve ocupar papel central nos debates do Senado. Da mesma forma, defende a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, considerando as penas aplicadas excessivas e sinalizando apoio a projetos que prevejam amnistia para os envolvidos, caso seja eleito.

Contexto político recente
Na mesma semana do lançamento da pré-candidatura, a Primeira Turma do STF declarou Eduardo Bolsonaro inelegível. Apesar disso, o evento de lançamento, realizado em Guarulhos, contou com a participação de Eduardo por meio de vídeo e manteve o vínculo entre os dois nomes. Em seu discurso, André reconheceu publicamente que a vaga “era para ser dele”, agradeceu a confiança de Eduardo e assegurou que defenderá, no Senado, todas as pautas que Eduardo defende.

Eduardo gravou um vídeo de apoio divulgado no evento, afirmando estar seguro e tranquilo em apoiar André para o Senado de São Paulo. Pontos de bastidores indicavam que o arranjo político poderia ir além de uma simples suplência, com a possibilidade de Eduardo ocupar a vaga futuramente caso fosse contemplado por decisões judiciais. No entanto, com a condenação de Eduardo, essa hipótese tornou-se improvável, segundo avaliação de aliados.

A campanha de André do Prado, portanto, se apresenta como uma continuidade do eixo político que o grupo bolsonarista defende para o estado de São Paulo, com foco em segurança pública, defesa da liberdade de expressão, revisão de políticas de privatização e uma atuação voltada ao municipalismo no âmbito federal.

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