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PT oficializa Haddad ao governo de São Paulo em convenção em Campinas, com Lula e Alckmin presentes

PT oficializa Haddad ao governo de São Paulo em convenção em Campinas, com Lula e Alckmin presentes

O Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou neste sábado (25/7) a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo durante convenção estadual realizada em Campinas. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ex-integrantes do governo, fortalecendo o discurso de unidade da sigla em um dos cenários políticos mais relevantes do país.

Em seu discurso, Haddad dirigiu críticas diretas à gestão do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontando deficiências em áreas como educação e segurança pública. O ex-ministro da Fazenda afirmou que a Polícia Militar do estado está “contaminada” pelo crime organizado e manifestou desagrado com privatizações realizadas pela administração estadual. Haddad também acusou o governo paulista de “desleixo” e “abandono” de políticas públicas, ao defender mudanças que, segundo ele, devolveriam efetividade às ações do estado. Ao encerrar o seu pronunciamento, o pré-candidato petista deixou claro que pretende sinalizar uma oposição firme ao atual governo, dizendo: “Nós vamos ter que dizer um sonoro ‘não’ para esse governo”.

A importância de São Paulo no cenário eleitoral é ressaltada pela liderança do PT, uma vez que o estado representa o maior colégio eleitoral do país e figura como palanque estratégico para a reeleição do presidente Lula. Caso a chapa se confirme, Haddad terá como vice Márcio França, hoje ex-ministro do Empreendedorismo, filiado ao PSB, além da composição ao Senado com Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). A aliança reflete a tentativa do PT de ampliar o arco de apoios no estado, buscando ampliar as bases de apoio em um território histórico de resistência ao alcance de governadores do campo adversário.

O contexto histórico do PT em São Paulo também é lembrado na cobertura, com referência à própria trajetória da legenda no estado. Fundado em 1980, o PT nunca havia conseguido eleger um governador em São Paulo, resultado da confluência de fatores históricos, políticos e sociais, que costumam favorecer a manutenção de reservas de poder no interior. A resistência do eleitorado é mais marcante no interior ao longo das últimas décadas. Como registrado pelo portal Metrópoles, o lançamento da candidatura em Campinas teria o objetivo de aproximar Haddad dessa mesma base de eleitores, uma estratégia comum para ampliar o alcance dos apoios em regiões onde o PT tem histórico de votação mais contido.

O pleito paulista coincidiu com outro momento relevante para o cenário nacional: no mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançou oficialmente sua candidatura ao Palácio do Planalto em São Paulo, evento que contou com a participação do presidente argentino Javier Milei, ampliando o clima de polarização em torno das eleições. A presença de Milei no conjunto de eventos evidencia o alinhamento de temas e narrativas entre candidaturas em face de um pleito que, para o PT, passa pela mobilização de apoios amplos no maior estado brasileiro.

Durante a solenidade em Campinas, lideranças petistas e aliados ocuparam o palanque para falar sobre avaliação da gestão estadual. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que “São Paulo não quer a prepotência a arrogância” das chamadas “marteladas” do atual governador. Segundo ele, “São Paulo é da generosidade e da fraternidade. E essas marteladas do atual governador trincaram as principais vitrines do estado.” Em seguida, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet defendeu a importância do diálogo com a direita democrática e o centro, ao mesmo tempo em que pediu esforço para conquistar o voto dos indecisos. Em tratamento pragmático, Tebet pediu que o PT “converse com quem não pensa como a gente” e destacou que não se deve “perder tempo com a extrema direita”, citando ainda a necessidade de dialogar com o centro e com aqueles que não desejam ir às urnas ou que pretendem se abster.

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