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Itália escolhe Andrea Pirlo como novo treinador após recusa de Guardiola, aponta jornal

Itália escolhe Andrea Pirlo como novo treinador após recusa de Guardiola, aponta jornal

A Federação Italiana de Futebol avança com o que considera seu “plano B” após Pep Guardiola ter recusado o convite para comandar a seleção italiana até a próxima edição da Copa do Mundo. Conforme reporta a Gazzetta dello Sport, principal diário esportivo da Itália, o caminho já está traçado: Andrea Pirlo, ídolo nacional e campeão mundial pela Azzurra em 2006, deverá assumir o comando da seleção italiana. A cidade de decisões, segundo a publicação, já contemplou todos os pontos necessários para a transição, que ainda dependerá de tramitações formais e de alinhamento com a gestão da federação.

A Gazzetta dello Sport aponta que a federação italiana já tem tudo encaminhado para que Pirlo assuma a responsabilidade de treinar a seleção principal. A publicação enfatiza que o movimento não depende apenas de sinal verde interno, mas de um pacote que contempla planos de longo prazo para a reconstrução do futebol italiano, que enfrenta uma crise histórica desde a conquista do tetracampeonato mundial. Entre as etapas, está a diferença de prioridades em relação ao técnico anterior: Guardiola, conhecido por seu currículo vitorioso, teria solicitado condições financeiras e contratuais de grande porte, enquanto Pirlo aparece como opção de custos mais contidos, ainda que com o peso de ter de converter uma trajetória ainda recente no campo da direção técnica.

O contrato inicial previsto para Pirlo estaria firmado até o término da Copa do Mundo de 2030, com a expectativa de renovação para sustentar o projeto de recuperação da Itália ao longo de aproximadamente uma década. O objetivo, segundo o diário italiano, é estabelecer uma base estável que permita à seleção manter continuidade e consistência ao longo de seus ciclos, reduzindo a volatilidade associada às mudanças rápidas de comando técnico que marcaram as últimas temporadas. A ideia, na prática, é criar um período de planejamento que orientasse não apenas o time principal, mas também as categorias de base, buscando um ressurgimento sustentável e competitivo no longo prazo.

Em termos salariais, a reportagem destaca uma diferença considerável entre as propostas envolvendo Guardiola e Pirlo. Guardiola teria pleiteado cerca de 20 milhões de euros por temporada, equivalentes a aproximadamente 115 milhões de reais, um valor que refletiria não apenas a exigência de comando técnico, mas também um retorno por resultados e projeto estrutural. Já Pirlo, de acordo com a Gazzetta, deve atuar com uma remuneração significativamente menor, estimada em cerca de 1,5 milhão de euros por temporada, o que corresponde a aproximadamente 8,6 milhões de reais. Essa diferença reflete, na prática, a lógica de um projeto em construção, que prioriza o orçamento inicial e a viabilidade financeira, sem abandonar a expectativa de desempenho a partir de uma figura que carrega com ele o peso da história do futebol italiano.

Embora Pirlo ainda não tenha obtido sucesso relevante como treinador, ele figura como um dos maiores jogadores da história do futebol italiano. Campeão mundial com a Itália em 2006, Pirlo traz para o cargo o reconhecimento de uma geração inteira de torcedores, além de uma ligação estreita com Paolo Maldini, ex-companheiro de time e de seleção, que hoje atua como diretor esportivo da Federação Italiana. Essa relação pode facilitar um encaixe entre a filosofia técnica pretendida pela federação e a visão estratégica de desenvolvimento da seleção ao longo do tempo.

O contexto atual da Itália não favorece o otimismo: a tetracampeã mundial não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, e ficou de fora das edições de 2018, 2022 e 2026. O que se desenha, portanto, é um esforço de reconstrução que envolve não apenas a seleção principal, mas todo o ecossistema do futebol italiano, incluindo estruturas de formação, clubes e seleções de base. A decisão de apostar em Pirlo, caso confirmada, representa um marco importante no processo de renovação, com um olhar voltado para a estabilidade e para a construção de um projeto de longo prazo, alinhado às metas de retorno aos grandes torneios internacionais e à recuperação da competitividade da Itália no cenário mundial.

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