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Saúde autoriza compra de até 20 mil doses de vacina contra mpox para o SUS

Saúde autoriza compra de até 20 mil doses de vacina contra mpox para o SUS

O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos. A medida foi aprovada em reunião realizada na quarta-feira (4/11) e prevê que a compra seja feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O objetivo é recompor os estoques da rede pública e assegurar a disponibilidade do imunizante para os estados.

A decisão foi tomada em um momento de queda acentuada no número de casos registrados no Brasil. Ainda assim, o governo considera necessário manter doses armazenadas para atender aos grupos prioritários e permitir uma resposta rápida caso o cenário epidemiológico se altere. A aquisição, portanto, tem caráter preventivo e busca preservar a capacidade de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026. O total representa uma redução de 94% na comparação com 2022, ano em que foram contabilizadas 10.821 infecções. Apesar da diminuição expressiva no país, o Rio de Janeiro registrou aumento de casos, situação que contribuiu para a decisão de manter a vacinação disponível e recompor os estoques públicos.

Imunização prioriza pessoas com HIV/aids e baixa contagem de CD4

No SUS, a vacinação é direcionada principalmente a pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam menos de 100 linfócitos CD4 por milímetro cúbico. Essas células fazem parte do sistema de defesa do organismo. Uma contagem reduzida indica comprometimento da imunidade e maior vulnerabilidade a complicações provocadas pela mpox.

O esquema de vacinação prevê duas doses, administradas com intervalo de 28 dias. As pessoas que se enquadram nesse grupo devem procurar os centros de referência onde já fazem acompanhamento médico. Nesses serviços, é necessário realizar o cadastro e, depois, aguardar o agendamento da aplicação.

A oferta de doses remanescentes também pode permitir a vacinação de outros públicos. Entre os grupos considerados estão pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de CD4 inferior a 200 células por milímetro cúbico, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV, conhecida como PrEP, e profissionais de laboratório que trabalham com amostras do vírus da mpox.

Sintomas e exposição exigem avaliação nos serviços de saúde

A presença de lesões ou erupções na pele deve levar o paciente a procurar atendimento médico. Durante a consulta, a equipe de saúde avalia os sinais apresentados e investiga possíveis situações de contato com o vírus. Conforme a análise clínica, também podem ser solicitados exames laboratoriais para confirmar ou descartar a infecção.

Quem teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação de mpox também deve buscar orientação profissional. Depois da exposição, é importante observar o aparecimento de sintomas como feridas na pele, febre e aumento dos linfonodos, estruturas popularmente chamadas de ínguas.

Com a autorização da compra, o Ministério da Saúde pretende garantir que o SUS continue apto a vacinar os públicos prioritários, mesmo diante da redução dos registros nacionais. A reposição dos imunizantes permitirá ainda que os estados tenham doses disponíveis para responder às necessidades identificadas pelos serviços públicos e a eventuais mudanças na situação epidemiológica.

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