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Estudantes realizam atos em apoio à reeleição de Lula e criticam Flávio Bolsonaro

Estudantes realizam atos em apoio à reeleição de Lula e criticam Flávio Bolsonaro

Estudantes e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram manifestações em diferentes cidades do país neste domingo (1º/11) para comemorar a reeleição do petista. Convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), os atos também fizeram críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto, por questionar o resultado das urnas.

Em São Paulo, os manifestantes se concentraram na praça Roosevelt, no centro da capital. O grupo levou bandeiras, faixas e camisetas com referências de apoio a Lula. Durante o ato, também houve protestos contra a violência praticada contra povos indígenas. Indígenas relataram ameaças de envenenamento de água, ofensas racistas e intimidações ocorridas durante e depois das eleições.

Os participantes ainda exibiram cartazes com críticas à família Bolsonaro e à atuação de Eduardo e Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. A mobilização foi organizada sob o nome “Brasil com S”, em alusão ao brasão com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, utilizado na primeira versão de uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro após sua fuga para os Estados Unidos.

De acordo com a programação divulgada pela UNE, foram previstos 18 atos em 17 cidades, distribuídas pelas cinco regiões do país, ao longo deste domingo. A agenda também se estende pelos dias seguintes. Em Salvador, uma manifestação está marcada para esta segunda-feira (2/11), às 9h, no Morro do Cristo. Para quarta-feira (4/11), está previsto outro ato em Brasília, às 16h, com concentração no Museu Nacional.

Atos também foram realizados no Distrito Federal e no Pará

Em Brasília, uma comemoração organizada pelo PT reuniu centenas de pessoas no Eixão Norte. O encontro teve música, dança, bandeiras e apresentações culturais. A atividade também contou com apoiadores de Leandro Grass (PT), candidato derrotado na disputa pelo governo do Distrito Federal.

No Pará, estudantes participaram de uma celebração pela vitória de Lula. Isabela Faria levou toda a família para acompanhar o ato e comemorar o resultado das eleições. Os apoiadores presentes participaram de atividades com músicas e danças.

Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Com o resultado, o petista conquistou o quarto mandato. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64,3 milhões de votos, enquanto o adversário obteve 59,8 milhões. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

UNE associa mobilização estudantil à vitória de Lula

A participação dos estudantes na campanha presidencial é apontada pela UNE como uma das razões para a organização das comemorações nas ruas. A avaliação sobre a importância da mobilização popular também foi destacada pela executiva nacional do PT em nota divulgada depois da eleição.

“A grande protagonista desta vitória foi a mobilização popular”, afirmou a direção nacional da legenda. Ao mencionar o papel da juventude, o partido declarou que os estudantes “estiveram na linha de frente dessa jornada”. O PT também atribuiu a virada de Lula no segundo turno à participação popular e defendeu a continuidade desse movimento durante o governo.

“A virada nasceu das ruas, do trabalho coletivo, da generosidade e da convicção de que o Brasil vale cada esforço”, informou a nota. O documento orientou as representações estaduais do partido a promover uma campanha de filiação voltada aos jovens.

Carta de Flávio Bolsonaro passou por alterações

Na quarta-feira (28/10), Flávio Bolsonaro publicou uma carta na qual se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito” e colocou em dúvida o resultado da eleição, sem apresentar provas de fraude. O documento foi divulgado depois de o senador ter deixado o país e viajado para os Estados Unidos.

A carta sofreu alterações posteriores. O brasão histórico com a inscrição “Estados Unidos do Brazil” foi substituído pelo símbolo atual, que traz a expressão “República Federativa do Brasil”. Além disso, Flávio retirou do texto a autodeclaração de presidente eleito e passou a se apresentar como “líder”. Na versão modificada, afirmou ser vítima de perseguição política e disse que pretende comandar a oposição a partir do exterior.

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