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Colômbia confirma dois casos de malária em viajantes vindos do Congo e investiga suspeita de ebola

Colômbia confirma dois casos de malária em viajantes vindos do Congo e investiga suspeita de ebola

Dois cidadãos colombianos que retornaram da República Democrática do Congo (RDC) foram diagnosticados com malária causada pelo protozoário Plasmodium falciparum. A confirmação dos casos levou o Ministério da Saúde da Colômbia e o Instituto Nacional de Saúde (INS) a reforçarem a vigilância epidemiológica no departamento de Valle del Cauca, onde os pacientes foram atendidos.

Um dos pacientes, de 33 anos, morreu neste sábado (31/10) em um hospital de Palmira. O segundo, de 50 anos, permanece vivo, isolado e sob cuidados médicos em Cali. As autoridades colombianas acompanham a evolução do caso e mantêm os procedimentos sanitários previstos para situações que possam representar interesse à saúde pública.

Além da confirmação da malária, o histórico de viagem dos dois homens à República Democrática do Congo e a presença de quadro febril motivaram a abertura de uma investigação para descartar outras doenças infecciosas. Entre as possibilidades avaliadas está o ebola, embora a matéria não informe, até o momento, confirmação da doença nos pacientes.

Para a investigação, foram coletadas amostras dos dois cidadãos. O material segue em análise laboratorial, e os resultados serão utilizados pelas autoridades para verificar se há ou não infecção por outros agentes além do protozoário responsável pela malária já identificada.

O Ministério da Saúde colombiano e o INS trabalham em coordenação com órgãos locais e unidades médicas de Valle del Cauca. As equipes acompanham os casos, processam os exames e aplicam os protocolos de vigilância e controle previstos para episódios dessa natureza.

Em nota oficial, o governo colombiano afirmou que as medidas adotadas fazem parte dos procedimentos de rotina destinados a eventos de interesse em saúde pública. A pasta também informou que novos desdobramentos serão comunicados pelos canais oficiais, conforme os resultados dos exames e a evolução da situação clínica do paciente internado.

Surto de ebola na República Democrática do Congo

A preocupação das autoridades colombianas ocorre em meio ao surto de ebola registrado na República Democrática do Congo. Segundo dados divulgados neste sábado pelo Ministério da Saúde local, mais de 5 mil pessoas morreram após serem infectadas desde o início do surto, em maio deste ano.

Ao todo, as autoridades sanitárias congolesas contabilizam 5.026 mortes provocadas pela doença. O número de pessoas infectadas chegou a 10.351, enquanto 2.788 pacientes foram considerados recuperados, de acordo com o balanço apresentado pelo Ministério da Saúde da RDC.

A taxa de letalidade informada pelas autoridades locais é de quase 50%. Isso significa que aproximadamente metade das pessoas infectadas pelo ebola acaba morrendo após contrair a doença. Os números ajudam a explicar a adoção de medidas de vigilância diante de pacientes que estiveram no país e retornaram apresentando febre.

Até a divulgação das informações, os exames realizados na Colômbia haviam confirmado apenas a presença de malária causada pelo Plasmodium falciparum. A investigação sobre a possibilidade de ebola continua dependendo da análise laboratorial das amostras coletadas.

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