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Conversas sobre possível indicação de Rodrigo Pacheco ao STF ganham força, dizem aliados

Conversas sobre possível indicação de Rodrigo Pacheco ao STF ganham força, dizem aliados

As articulações em torno de uma possível indicação do ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco (PSB) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ganharam intensidade nos últimos dias. Segundo aliados de Pacheco, as conversas sobre o nome do ministro para a Suprema Corte estão “escalando”.

A movimentação ocorre após uma reunião entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro foi realizado na tarde dessa segunda-feira (26/10) e reforçou as especulações sobre a possibilidade de Pacheco ser indicado para o tribunal.

De acordo com fontes ouvidas pelo Metrópoles, a mensagem presidencial com a indicação para o STF deve ser encaminhada ao Senado nas próximas semanas. Depois do envio, o nome precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, submetido à votação no plenário da Casa.

A expectativa mencionada pelas fontes é que todo o processo de avaliação e votação seja concluído ainda neste ano. O procedimento inclui a análise do indicado pelos senadores e a apreciação de sua aprovação pelo plenário do Senado, etapa necessária para a confirmação da nomeação.

Disputa pela vaga no Supremo

A possível indicação de Pacheco ocorre em meio a um episódio de forte desgaste político envolvendo uma escolha anterior de Lula para o STF. O presidente sofreu uma derrota considerada histórica no Senado ao indicar Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Na ocasião, Davi Alcolumbre atuou para articular a resistência ao nome de Messias. Conforme o contexto apresentado, o presidente do Senado preferia que Rodrigo Pacheco fosse escolhido para ocupar a vaga na Suprema Corte.

A divergência provocou um rompimento entre Alcolumbre e Lula. Os dois permaneceram cerca de quatro meses sem se falar, em um período de distanciamento atribuído à decisão do presidente de não priorizar o nome de Pacheco para o STF.

Com a retomada das conversas sobre uma eventual indicação, o nome de Pacheco volta a aparecer no centro das articulações políticas em torno do tribunal. A participação de Alcolumbre e Hugo Motta na reunião com Lula também passou a ser considerada relevante no cenário, embora as informações disponíveis apontem apenas que as negociações estão avançando e que a mensagem presidencial poderá ser enviada ao Senado nas próximas semanas.

Até o momento, o texto não informa uma decisão oficial de Lula sobre a indicação. O que existe, segundo aliados de Pacheco e fontes ouvidas pelo Metrópoles, é a percepção de que as tratativas ganharam ritmo e podem resultar no encaminhamento do nome ao Senado ainda neste ano.

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