O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), afirmou neste domingo (25/10) que a decisão de prorrogar o horário de votação do segundo turno até as 19h em todo o Brasil representa uma “vitória importante contra o golpe baixo que tentaram dar”. A medida foi adotada após relatos de redução nas frotas de transporte rodoviário em diferentes cidades do país.
Em uma publicação, Boulos informou que a votação seria estendida e relacionou a decisão às dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação. A manifestação ocorreu no contexto de relatos sobre a circulação reduzida de ônibus em municípios como São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro.
A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a decisão mencionada na matéria, a extensão do horário não se aplicaria indistintamente a todas as seções eleitorais. Só poderiam continuar funcionando aquelas em que as urnas ainda não tivessem sido fechadas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, concordou com a determinação de Zanin. Com isso, a votação poderia prosseguir até as 19h nas seções que se enquadrassem na condição estabelecida pelo ministro do STF.
A decisão ocorreu depois de eleitores relatarem dificuldades de deslocamento provocadas pela redução das frotas rodoviárias. Os relatos foram registrados em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, sem que a matéria apresentasse números sobre a quantidade de veículos retirados de circulação ou sobre o impacto da medida em cada cidade.
Ao comentar a prorrogação, Boulos afirmou que a decisão impediria que as dificuldades de transporte comprometessem o processo eleitoral. “Pra cima, não é golpismo de um e outro, de prefeito baixo, que vai impedir a virada nessa eleição”, declarou o ministro.
Em outra manifestação, ele classificou a extensão do período de votação como uma resposta ao que chamou de tentativa de “golpe baixo”. A declaração foi feita após os relatos de eleitores que teriam enfrentado obstáculos para chegar às urnas dentro do horário originalmente previsto.
A regra definida para a prorrogação estabeleceu, portanto, uma diferença entre o horário geral anunciado e a situação de cada seção. Embora a votação tenha sido estendida até as 19h em todo o Brasil, somente as sessões em que as urnas ainda não haviam sido fechadas poderiam continuar recebendo eleitores, conforme a decisão de Cristiano Zanin.
O episódio envolveu órgãos do Judiciário responsáveis pela condução e pela fiscalização do processo eleitoral. A determinação partiu do STF e recebeu a concordância do presidente do TSE, enquanto Boulos reagiu publicamente à medida e aos relatos de dificuldades no transporte em diferentes capitais.


