O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), declarou nesta quarta-feira (7 de outubro) que apoiará a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém ressaltou que sua postura não será de submissão ao mandatário. A afirmação foi feita durante uma visita à Rocinha, na zona sul da capital fluminense, em um momento de intensificação da campanha eleitoral no estado.
Durante sua fala, Paes expressou sua gratidão ao presidente Lula, afirmando que vota e fará campanha para o petista. No entanto, destacou que sua relação política não implica em alinhamento absoluto ou fidelidade cega às posições do presidente. “Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”, afirmou o ex-prefeito do Rio de Janeiro.
A declaração de Paes ocorre em um contexto de aproximação entre seu posicionamento político e o apoio à candidatura de Lula, que busca a sua terceira vitória presidencial. Apesar do apoio declarado, Paes reforçou que sua atuação na campanha será independente, sem compromissos de fidelidade total ao petista. A sua postura reflete a complexidade das alianças políticas na eleição de 2023, especialmente no Rio de Janeiro, onde o cenário eleitoral apresenta diferentes interesses e estratégias.
No último dia de campanha no primeiro turno no estado, Lula realizou um ato de campanha sem a presença de Paes. O evento contou com a participação de candidatos ao Senado, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), além da primeira-dama Janja Lula da Silva, do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). A ausência de Paes nesse ato evidencia uma relação de apoio, mas com limites claros, dada a sua posição de candidato ao governo estadual.
Ao longo do processo eleitoral, Lula realizou quatro atos de campanha no Rio de Janeiro. Em dois deles, Paes não participou, incluindo o evento de 23 de setembro dedicado às personalidades da cultura, onde Lula também pediu votos para Benedita e Pedro Paulo, além de reforçar o apoio a Eduardo Paes. Esses detalhes demonstram uma relação de apoio político, mas com uma postura de autonomia por parte do candidato ao governo estadual.
Na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes obteve 42,76% dos votos válidos no primeiro turno, ficando atrás do candidato do PL, Douglas Ruas, que conquistou 49,27%. A definição do segundo turno depende, ainda, da avaliação sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), cuja candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que pode alterar o cenário eleitoral no estado. A eleição no Rio permanece em aberto, com a expectativa de que as próximas semanas tragam definições importantes para o resultado final.


