A eleição para o governo do Estado do Rio de Janeiro em 2026 terminou no último domingo, dia 4 de outubro, com um cenário de incerteza jurídica que pode alterar o resultado oficial do primeiro turno. Com a apuração concluída, os números indicam a realização de um segundo turno entre os candidatos Douglas Ruas, do Partido Liberal (PL), e Eduardo Paes, do Partido Social Democrático (PSD), agendado para o dia 25 de outubro. Contudo, essa definição pode ser revista dependendo do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acerca dos votos atribuídos ao ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos.
Segundo os dados oficiais, com 100% das urnas apuradas, Douglas Ruas obteve 49,27% dos votos válidos, totalizando 4.271.199 votos. Já Eduardo Paes conquistou 42,76%, o que equivale a 3.706.984 votos. Esses números garantiram a ambos a classificação para o segundo turno, uma prática comum em eleições brasileiras quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta na primeira rodada.
No entanto, a situação se complica devido à presença de Anthony Garotinho na disputa. Com o nome mantido nas cédulas eletrônicas por decisão do TSE, o ex-governador recebeu 274.411 votos, representando 3,17% do total. Apesar disso, esses votos estão classificados como “anulados sub judice”, ou seja, sua validade ainda depende de uma decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral. Por ora, esses votos estão sendo considerados na apuração provisória, influenciando temporariamente os percentuais de cada candidato.
Na contagem que inclui esses votos provisoriamente, Ruas aparece com 49,27% e Paes com 42,75%. Entretanto, se o TSE confirmar a rejeição definitiva da candidatura de Garotinho, seus votos serão excluídos da contagem oficial. Essa exclusão provocaria uma redistribuição dos percentuais, elevando a fatia de Ruas para aproximadamente 50,88%, o que lhe garantiria a vitória no primeiro turno sem necessidade de segundo turno. Nesse cenário, a porcentagem de Paes cairia para cerca de 44,16%.
A decisão do TSE, portanto, é crucial para o desfecho da eleição. Caso os votos de Garotinho sejam considerados inválidos, Douglas Ruas teria sua vitória confirmada de forma automática, cancelando a realização de um novo pleito. Por outro lado, se o tribunal decidir manter a validade dos votos, o segundo turno será realizado normalmente, como previsto inicialmente.
Após o resultado do primeiro turno, Douglas Ruas manifestou confiança nas instituições e afirmou aguardar uma resolução rápida, a fim de evitar instabilidade política. Em contrapartida, a campanha de Eduardo Paes trabalha nos bastidores para garantir que a disputa seja decidida nas urnas, apostando na tradição do corpo a corpo político. A decisão do TSE, portanto, será determinante para o futuro político do Estado do Rio de Janeiro e para o desfecho da eleição de 2026.


