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Governo estima redução de até 90% no custo de canetas emagrecedoras para o SUS com novas compras em massa

Governo estima redução de até 90% no custo de canetas emagrecedoras para o SUS com novas compras em massa

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (28 de setembro) que a incorporação das canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS) poderá resultar em uma economia de até 90% no valor de aquisição, estimada em cerca de R$ 1,5 bilhão anuais. A medida visa ampliar o acesso ao tratamento de obesidade, tornando-o mais acessível à população brasileira, especialmente após o governo federal formalizar, na semana passada, o pedido de inclusão do medicamento na lista de tecnologias financiadas pelo sistema público de saúde.

Segundo informações do ministério, os descontos previstos referem-se às compras que o governo fará junto aos fabricantes, com o objetivo de distribuir os medicamentos gratuitamente a pacientes que atendam às indicações médicas. A expectativa é que, ao adquirir várias unidades do produto, o custo unitário seja reduzido significativamente, entre 80% e 90%, devido à escala de compras em massa e às negociações de preços.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a redução de custos está relacionada às ações tomadas pelo próprio ministério e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último ano. Entre essas ações, destaca-se a estímulo à entrada de novos fabricantes de canetas emagrecedoras no Brasil, o que aumentou a concorrência no mercado e contribuiu para a queda dos preços. Dados do ministério indicam que, somente em 2026, foram registrados 16 novos produtos relacionados ao tratamento da obesidade, incluindo genéricos e similares, ampliando a variedade disponível no país.

Padilha ressaltou que essas medidas contribuíram para um cenário de maior acessibilidade, afirmando que a iniciativa fez a obesidade deixar de ser uma condição exclusiva de pessoas com maior poder aquisitivo. “Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação de patentes, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes para registrar novos produtos no Brasil. Conseguimos ampliar o acesso”, afirmou em comunicado.

Dados da Anvisa apontam que o número de usuários de agonistas do receptor de GLP-1 no Brasil cresceu de cerca de 400 mil para mais de 750 mil pessoas por mês. Essa expansão no mercado, aliada à maior concorrência, resultou na redução de até 70% no preço do medicamento nas farmácias. Com a escala de compras do SUS, que envolve produção local, estima-se que os custos possam cair entre 80% e 90%, possibilitando a incorporação do medicamento ao sistema público por um valor estimado de R$ 1,5 bilhão anuais.

Contudo, é importante destacar que as canetas ainda não estão disponíveis gratuitamente. O governo formalizou o pedido à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que deverá avaliar a inclusão definitiva do medicamento na lista de tratamentos financiados pelo sistema. Assim que aprovada, a distribuição será restrita a pacientes com diagnóstico de obesidade e indicação médica específica, garantindo que o acesso seja direcionado aos indivíduos que realmente necessitam do tratamento.

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