O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, comunicou nesta quinta-feira (3 de setembro) sua decisão de deixar a sociedade do Instituto Iter, entidade educacional fundada por ele em 2024. Em nota oficial, Mendonça esclareceu que cedeu a totalidade de suas cotas e as de sua esposa, sem receber qualquer compensação financeira, e que continuará prestando apenas serviços de natureza acadêmica à instituição.
O Instituto Iter foi criado em parceria entre Mendonça e Victor Godoy Veiga, ex-ministro da Educação durante o governo de Jair Bolsonaro, que permanece na presidência do instituto. A organização oferece cursos, programas de capacitação e outras atividades voltadas ao setor educacional, com foco no desenvolvimento de líderes e gestores de excelência.
De acordo com o comunicado divulgado nesta quinta-feira, Mendonça destacou que nunca obteve lucro com as atividades do Instituto Iter. Ele ressaltou que, a partir de 2024, o instituto será convertido em uma entidade sem fins lucrativos, reforçando sua vocação exclusivamente social e educacional. Além disso, afirmou que as cotas de sua propriedade e de sua esposa, bem como quaisquer valores a elas associados, permanecerão destinados integralmente a fins sociais e educacionais.
A decisão de Mendonça foi formalizada em 2 de setembro de 2026, após uma conversa com Victor Godoy, na qual orientou as providências necessárias para a transferência das cotas. O ministro afirmou que continuará atuando na instituição na condição de professor, prestando serviços acadêmicos.
O presidente do Instituto Iter, Victor Godoy Veiga, também se pronunciou por meio de nota, reafirmando o compromisso da entidade com sua missão de formar líderes e gestores com preparo técnico, visão pública e ética. Ele destacou que, ao longo de seus dois anos de atuação, o instituto não distribuiu lucros ou dividendos, e que todas as ações, incluindo contratos públicos e privados, seguiram rigorosamente as normas de legislação, governança e conformidade.
Godoy explicou ainda que as contratações com órgãos públicos ocorreram sob regimes que permitem a contratação direta por inexigibilidade de licitação, devido à natureza especializada e única dos programas de formação oferecidos pelo instituto. Ele reforçou que a qualificação do corpo docente, composto por profissionais reconhecidos, é o principal fator que justifica a escolha do Instituto Iter pelos órgãos públicos.
A gestão do instituto permanece sob responsabilidade de Victor Godoy, ex-ministro da Educação e auditor de carreira da Controladoria-Geral da União, com mais de dezoito anos de experiência na fiscalização de recursos públicos. As atividades educacionais do Iter seguirão normalmente, com a programação de cursos, eventos e projetos mantida, assim como os compromissos assumidos com alunos, professores e parceiros.
Por fim, o Instituto Iter agradeceu a confiança recebida e colocou-se à disposição da imprensa e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais, reafirmando seu compromisso com a missão de formar líderes éticos e capacitados na área educacional.


