O pastor e influenciador religioso Silas Malafaia manifestou duras críticas nesta quarta-feira, dia 3 de setembro, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Malafaia afirmou que ambos “tinham que tomar um impeachment”, reforçando sua posição de insatisfação com as ações recentes do STF e do Ministério Público.
A declaração de Malafaia ocorre em meio à repercussão de uma manifestação de Gonet, que considerou duplamente ilegal uma investigação conduzida pelo ministro André Mendonça, relacionada a uma suposta rede de influência ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Essa apuração, autorizada por Mendonça, teria investigado diálogos entre Vorcaro e Moraes, além de envolver uma apuração de valores e contratos suspeitos. Gonet afirmou que a investigação atingiu pessoas com foro por prerrogativa de função, destacando que a Polícia Federal (PF) dedicou 188 páginas do relatório ao ministro Moraes, o que ele considerou uma violação das normas jurídicas.
Malafaia criticou duramente a investigação, apontando supostos indícios de “promiscuidade” envolvendo Moraes. Segundo ele, há registros de encontros, viagens e telefonemas entre Moraes e o banqueiro Vorcaro, que, na visão do pastor, indicariam uma relação de influência e possível troca de favores. Malafaia também destacou uma suposta prova de irregularidades financeiras relacionadas a um contrato de R$ 130 milhões, alegando que metade desse contrato teria sido redigida por Moraes. Para o pastor, essa situação evidencia uma tentativa de “compra do poder e influência” por parte do ministro, ressaltando que Moraes teria uma esposa sem notável saber jurídico e que escritórios de advocacia renomados não cobrariam honorários por tais serviços, o que, na sua visão, reforça a acusação de irregularidade.
Além disso, Malafaia criticou Gonet por solicitar a nulidade do processo no qual seria citado 33 vezes, incluindo membros de sua família. O procurador-geral afirmou que a investigação de Mendonça foi ilegal por envolver ministros do Supremo, alegando que tais apurações só poderiam ocorrer com autorização do Plenário da Corte, conforme determina a legislação brasileira. Gonet também considerou que a apuração foi excessiva ao dedicar 188 páginas do relatório ao ministro Moraes, o que ele interpretou como uma tentativa de deslegitimar sua atuação e a de seus colegas ministros.
A postura de Malafaia reflete o clima de tensão entre setores da sociedade e parte do governo com as ações do STF e do Ministério Público, especialmente em investigações que envolvem figuras de alta relevância e foro privilegiado. A discussão sobre a legalidade dessas investigações e a necessidade de eventuais processos de impeachment de ministros do STF continuam sendo temas de forte debate público e político no Brasil.


