O goleiro Everson, do Atlético Mineiro, participou do clássico desta terça-feira (1º), contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, mesmo apresentando uma fratura no pé. Sua presença na partida foi resultado de um esforço extremo, realizado nos dias que antecederam o jogo, para ajudar o clube a avançar às semifinais da competição nacional. Everson detalhou o processo de recuperação e os desafios enfrentados nos dias anteriores à decisão, além de informar os planos futuros para o tratamento da lesão.
A lesão de Everson ocorreu no último lance do jogo de ida, realizado no Mineirão, na terça-feira anterior, dia 25 de outubro. Apesar de ter sofrido o impacto naquela ocasião, a informação oficial ao clube só foi confirmada na sexta-feira, dia 28. Desde então, o goleiro ficou afastado das partidas do fim de semana, mas, junto ao departamento médico do clube, optou por se submeter a um esforço para atuar na partida seguinte. Essa decisão foi tomada em conjunto com a equipe de saúde do Atlético, visando contribuir com a equipe na vitória por 2 a 1 na Arena MRV, que garantiu a classificação às semifinais da Copa do Brasil.
Everson descreveu a semana como particularmente difícil, devido à preocupação de não poder atuar em um clássico de tamanha importância. Ele relatou que passou por sessões de fisioterapia frequentes, realizadas de manhã, à tarde e à noite, inclusive em casa. Para minimizar a dor e possibilitar sua participação, o goleiro recebeu um bloqueio anestésico na região, que lhe permitiu treinar por uma hora na véspera da partida. Contudo, após esse treino, a condição dele se agravou, levando-o a permanecer em dúvida até o último momento. Ainda assim, Everson afirmou que conseguiu se recuperar o suficiente para atuar, graças ao tratamento intensivo e às sessões de fisioterapia contínuas.
O jogador também afirmou que não se arrepende da decisão de jogar, destacando que já havia atuado anteriormente em situações de sacrifício, embora reconheça que este foi o caso mais grave, devido à fratura no pé. Segundo Everson, sua decisão de entrar em campo foi motivada pelo vínculo e pela história que possui com o Atlético Mineiro, além do desejo de contribuir com o clube em uma fase decisiva. Ele também mencionou que buscou manter o moral elevado, especialmente após perceber que alguns amigos ficaram preocupados com sua lesão.
Quanto ao tratamento futuro, Everson revelou que o diagnóstico inicial indicava uma recuperação que permitiria seu retorno às atividades contra a Chapecoense, no dia 19 de setembro. No entanto, a gravidade da fratura e o procedimento de recuperação devem estender esse prazo, e ele deve ficar afastado por várias semanas. O goleiro afirmou que iniciará um tratamento mais rigoroso para acelerar sua recuperação, mas ainda não há uma previsão exata de retorno. Ele explicou que, se seguisse o protocolo de maneira rígida, poderia voltar contra a Chapecoense, mas optou por priorizar a recuperação completa, o que provavelmente o manterá fora de jogos importantes, incluindo o confronto com a equipe catarinense.
Everson também comentou sobre sua atuação na partida contra o Cruzeiro, destacando que, graças ao bom desempenho coletivo do time, não precisou trabalhar tanto na defesa durante o jogo que garantiu a classificação atleticana. O Atlético Mineiro agora aguarda o resultado do confronto entre Grêmio e Internacional, que se enfrentam na quinta-feira (3), na casa do Tricolor Gaúcho, após um empate por 0 a 0 no jogo de ida no Estádio Beira-Rio. Os duelos das semifinais estão agendados para os dias 1º e 8 de novembro.
Por fim, o Galo volta a campo neste sábado (5), às 18h30, quando enfrentará o São Paulo fora de casa, no Estádio do Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.


